O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 10/03/2022

A Revolução Verde ocorreu no século XX e foi marcada pelo desenvolvimento de inovações no campo da agricultura e da pecuária, permitindo aumentar consideravelmente a criação de animais. Nesse contexto, o consumo exacerbado de carne tornou-se um problema que afasta o Brasil e demais países do progresso. Tal óbice acarreta não só na normalização dos maus tratos aos animais, como também no desmatamento ambiental.

Sob uma primeira análise, o consumo de carne colabora com a normalização dos maus tratos. Nessa perspectiva, o livro “A Revolução dos Bichos” debate esse problema sob a ótica distópica desses seres, que se juntam na tentativa de acabar com a exploração e a morte dos seus semelhantes. Todavia, lamentavelmente, a exploração animal cresce mundialmente, visto que milhares de bois, porcos e galinhas são abatidos todos os dias. Portanto, torna-se indispensável que medidas sejam tomadas.

Sob uma segunda análise, tem-se o aumento do desmatamento ambiental como consequência direta do consumo de proteína animal. Isso porque, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a pecuária é a principal responsável pelo desmatamento da Amazônia, ocupando 62,2% dos quase 720 mil quilômetros desmatados. Dessa maneira, torna-se evidente a inoperância governamental no que diz respeito à preservação da flora brasileira, sendo necessárias ações interventivas.

Diante dos fatos mencionados, a fim de diminuir a crueldade com os animais e o desmatamento, urge que o Governo Federal - como instância máxima da administração executiva - crie programas de incentivo à redução do consumo de carne. Isso poderá ser feito através da veiculação de propagandas televisivas, com o fito de conscientizar a população acerca das consequências associadas ao consumo de carne. Assim, o país chegará ao progresso e se afastará da realidade apresentada em “A Revolução dos Bichos”.