O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 20/04/2022

De acordo com o filósofo Richard Rorty, “Que tipo de mundo podemos preparar para nossos bisnetos?”. De maneira análoga a isso, é preciso discutir hábitos sobre o consumo de derivados de animais na atualidade, para uma preservação ambiental e social, visto que, o consumo de carne acentua o desmatamento e a desigualdade social. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: disparidade social e a falta de debates sobre o assunto em sala de aula.

Em primeiro plano, podemos destacar a disparidade social como um empecilho relacionado ao consumo de carne, devido ao preço de tal em alimento em países não desenvolvidos. Desse modo, países subdesenvolvidos precisam importar, de países desenvolvidos, derivados de animais, o que, consequentemente, há um aumento de preço e coloca em evidência que só aqueles com capacidade financeira podem comprar carne.

Além disso, é notório a falta de debates sobre o assunto em sala de aula como outro desafio da problemática. Consoante a isso, como citado por Paulo Freire, ninguém liberta ninguém, as pessoas libertam-se em comunhão. Sendo assim, uma maior participação social, com discussões, no âmbito alimentar, é necessário para oportunidades as questões conexas com o consumo consciente e com a produção sustentável, preservando o meio ambiente. Sendo assim, faz-se mister a abertura de diágolos sobre o consumo de carne e derivados.

Portanto, é essencial a atuação estatal e social, para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC), será revertido em campanhas e palestras nas escolas, com profissionais qualificados para debater sobre o assunto, com a finalidade de esclarecer questões associadas ao consumo de carne.