O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 07/07/2022
“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” A afirmação, atribuída ao dramaturgo irlandês Oscar Wilde, pode facilmente ser aplicada ao consumo de carne na sociedade contemporânea, já que é justamente a falta de incômodo social diante dessa vicissitude que a consolida como um regresso para a nação brasileira.
Nesse sentido, essa situação de indiferença tem como origem inegável a censura do agronegócio em termos dos problemas que o abate dos animais em massa traz para o meio amiete. Assim, não só a falta de informação como também a negação para melhorar os hábitos alimentares, contribuem para a naturalização desse quadro problemático.
Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que há indiferença em passar informações sobre os problemas do consumo da carne, isso se vê presente nas próprias ações governamentais pela falta de discussão sobre a problemática. Isso porque, apesar de haver uma boa porcentagem de pessoas citando esse tema, não é o suficiente para trazer o conhecimento necessário para todos os brasileiros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a redução do consumo de carne vermelha, como de porco e boi, e processada, como bacon e linguiça, para prevenir câncer e doenças cardiovasculares. A orientação é ingerir apenas três porções semanais desses alimentos.
A negação para melhorar os hábitos alimentares também é um problema a ser discutido, porque o agronegócio não discute sobre os impactos ambientais que o consumo de carne tem gerado, mas segundo a ONU, em 2050 o planeta terá nove bilhões de habitantes. Se quisermos responder a essa demanda por carne seguindo os mesmo padrões de consumo atual o resultado será a destruição total das florestas da água e do solo pelo avanço da pecuária.
Frente a esses entraves, urge, portanto, o Ministério da Saúde, juntamente com a agroindústria, permitir mais acesso a informação, tendo como pauta principal de discussão o intuito de aumentar a conscientização sobre essa temática. Afinal, como dizia Freire, “Se a educação sozinha não transaforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.