O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 28/03/2023

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positi-vista, “Ordem e Progresso”, não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que no contexto hodierno, enfrenta significativos estorvos para o seu desen-volvimento. Lamentavelmente, entre eles, o consumo de carne na sociedade atual representa uma antítese à máxima do simbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e no consumo desenfreado de alimentos de origem animal.

De inicio, há de se constatar a débil ação do poder público enquanto mantedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incubência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro a ideia de Hobbes. Esse cenário decorre do fato de que uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar o retorno imedia-to de capital político, negligência a conservação de direitos sociais indispensaveis. Logo, é notorio que a omissão do Estado perpétua a problemática em questão.

Ademais, é viavel a discurssão de como a devastação tem sido ampliada pelas atividades pecuaristas. Nessa perspectiva, percebe-se que o consumo desenfreado de derivados de origem animal na atualidade tem se tornado um empecilho no processo de preservação ambiental, já que a pecuária é responsável pelo desmatamento oriundo da expansão do agronegócio, bem como pela emissão de gases que intensificam o efeito estufa, como o metano. Dessa forma, é notavel a necessidade de investir em mecanismos que que reduzam o consumo de alimentos de origem animal.

Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental no consumo de carne. Desse modo, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Agricultura e Pecuária, elaborar campanhas de conscientização social, no que tange o consumo de carne. Isso deve ser feito por meio da divulgação dos danos ambientais causados pelas atividades pecuárias, através das mídias. Por meio de tais ações, o avanço e a prosperidade do país serão observados.