O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 03/09/2020
A ascensão da Quarta Revolução Industrial- no século XXI- possibilitou a integração de sistemas físicos e digitais. Por consequência, o aumento das relações comerciais via redes imateriais, tais como a internet, faz-se uma realidade cada vez mais presente no Brasil, devido à flexibilidade do mercado financeiro hodierno. Com efeito, é mister analisar os impactos do crescimento do comércio virtual no Brasil, bem como expor seus principais impasses: a desigualdade socioeconômica e as adversidades correlacionadas à segurança.
A princípio, é imperativo elucidar que o mercado digital ainda possui difícil acessibilidade para a população vulnerável. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25% dos brasileiros não possuem acesso à internet, o que demonstra as disparidades socioeconômicas inerentes ao território. Sob essa ótica, percebe-se que o desconhecimento de uma parcela populacional acerca das alternativas de transação monetárias atuais compromete o desenvolvimento social e econômico. Dessa maneira, é importante que haja políticas públicas para amenizar o quadro, haja vista que nem todos os indivíduos acompanham as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
Sob outro prisma, é válido averiguar que a baixa seguridade do comércio eletrônico constitui um desafio para a adesão de mais pessoas no setor. Isso ocorre devido à existência de inúmeros sites sem segurança, tornando os usuários sujeitos aos ataques cibernéticos, o que compromete até mesmo seus dados bancários. Embora o Marco Civil da Internet regule a privacidade dos internautas, com a função de garantir a proteção desses, é nítido que tal aparato legislativo carece de metodologias práticas. Logo, é substancial a determinação de diretrizes de atuação mais efetivas por parte do Estado.
Em síntese, a observação crítica dos fatos mencionados reflete a urgência de providências para tornar o panorama vigente mais promissor. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio de parcerias público-privadas, promover um programa nacional de inclusão digital para a população menos favorecida. Essa medida será realizada com o apoio de empresas voltadas para a tecnologia, mediante a distribuição de internet de fibra ótica, em troca de redução tributária, com o fito de equiparar as condições de acessibilidade tecnológica. Ademais, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a partir de verbas governamentais, deve realizar uma fiscalização mais eficiente das redes imateriais de transação financeira. Tal ação tem como objetivo proteger as informações dos usuários e, assim, garantir a integridade do comércio virtual.