O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 24/10/2020
O crescimento do comércio virtual no Brasil é um tema relevante a ser discutido. Percebe-se que embora o comércio virtual tenha crescido, são poucos que têm acesso a essa ferramenta já que boa parte dos brasileiros não possuem um computador em casa. Assim, são necessárias medidas para resolver o problema. Com efeito, a desigualdade no acesso ao comércio virtual deve-se não só à desigualdade social brasileira como também à falta de ação governamental.
Primeiramente, vale ressaltar o efeito que a desigualdade social brasileira tem na desigualdade no acesso ao comércio virtual. Consoante ao pensamento de Karl Marx, o problema da desigualdade não é a falta de dinheiro para muitos, e sim o excesso nas mãos de poucos. Nessa perspectiva, a maior parte das riquezas do país está concentrada nas mãos de poucos, e, assim, a maioria não têm condições de ter um computador com internet em casa, o que impossibilita o acesso ao comércio virtual. Dessa forma, são necessárias medidas para que a desigualdade social brasileira diminua.
Ademais, a desigualdade no acesso ao comércio virtual deve-se também à falta de ação governamental. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil é o terceiro país que menos investe em acessibilidade tecnológica à população. Tal cenário contribui para que boa parte dos brasileiros continuem sem computador em casa e, consequentemente, não tenham acesso ao comércio virtual. Desse modo, é necessário que ações governamentais aconteçam.
Impende-se, portanto, que o problema da desigualdade no acesso ao comércio virtual deixe de existir. Nesse sentido, cabe ao Governo, por meio de verbas arrecadadas por impostos, criar um programa que permita o acesso digital aos brasileiros necessitados. A inscrição nesse programa acontecerá em todas as prefeituras brasileiras e será solicitada a apresentação do Cadúnico para que o requerente possa participar. Os classificados receberão um notebook e um ano de internet. Destarte, as pessoas serão beneficiadas e o problema diminuirá. Somente assim, o excesso nas mãos de poucos previsto por Karl Marx deixará de existir no Brasil.