O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 03/09/2020
No filme “Um senhor estagiário”, é retratada a criação de um e-commerce de moda que atinge um crescimento elevado na economia em um curto período de tempo, representando uma realidade do século XXl, visto que o comércio digital tem crescido cerca de 40% ao ano. Entretanto,apesar do grande crescimento do mercado virtual, este é restrito a certas regiões, e seu crescimento repentino força micro comerciantes a se adaptarem ao novo modelo de vendas, sendo muitas vezes algo inviável.
Em primeiro lugar, deve-se considerar o aumento do tíquete médio, representando o aumento do gasto, por pessoa, com compras virtuais e a consequente diminuição de vendas físicas. Com a inserção da pandemia nesse contexto e o fechamento de diversas lojas, foi necessária a migração para o e-commerce a partir da necessidade da obtenção de renda. O empresário Jeff Bezos, dono da Amazon, registrou a maior quantidade de vendas digitais da história de sua loja, entretanto a realidade da maioria é diferente, micro comerciantes e vendedores informais não possuem o capital necessário para a virtualização de seus negócios, implicando na geração de renda e sustento destes.
Além disso, há uma forte desigualdade entre regiões em relação às compras online, sendo predominantes no Sudeste, com mais de 66%. Isso se deve a concentração de polos tecnológicos, filiais de multinacionais, indústrias e lojas, que movimentam a economia regional, tornando-a o maior PIB brasileiro, que apesar de distribuído de forma desigual, permite um maior acesso a tecnologia. Logo, percebe-se a necessidade da intervenção governamental para reverter a situação.
Verifica-se, portanto, que o mercado digital deve ser descentralizado, alcançando outras regiões do país para a criação de mais oportunidades de renda. Cabe ao governo, por meio de verbas governamentais e propagandas, fornecer uma educação administrativa voltada para negócios virtuais, bem como palestras públicas de incentivo, e apoio aos micro comerciantes com criações de programas como o SEBRAE. Dessa forma o comércio eletrônico pode progredir beneficiando a maioria dos vendedores.