O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 04/09/2020

Com o surgimento dos burgos, na Baixa Idade Média, as relações econômicas e sociais mudaram de forma extrema. A necessidade gerou a criação das moedas de troca e o crescimento do mercado criou a classe burguesa. Contudo, 5 séculos após a popularização dos comércios, o mundo contemporâneo ainda apresenta novidades que mudam completamente a forma  habitual de negociação. No Brasil, com o crescimento das transações virtuais, as mudanças de estratégia de marketing se tornaram uma necessidade para as empresas. Nesse cenário, negócios que não se adaptam ao mercado online se tornam instáveis, e a inclusão digital é a maneira ideal para evitar a falências dos pequenos comércios.

Em primeiro plano, ganha particular relevância a necessidade de adaptação das empresas ao meio virtual. Em virtude da pandemia do coronavírus, em 2020, comércios voltados ao atendimento pessoal tiveram que fechar suas portas para evitar a propagação do vírus. Com isso, a utilização do mercado virtual cresceu de forma exponencial e a população pôde perceber que esse será o futuro das relações comerciais, devido a comodidade proporcionada por esse meio, que é tentadora à sociedade de consumo. Atrelado à isso, vê-se a importância da adaptação dos comércios regulares, que, de acordo com a CNN, mais de 600 mil foram fechados devido à pandemia, diferentemente daqueles que conseguiram migrar para plataformas digitais, como delivery para restaurantes. Dessa forma, assim como exposto pela epidemia, o futuro será pautado pelo e-commerce, e será essencial se adaptar.

Em segundo plano, cabe ressaltar a importância da inclusão digital para evitar o colapso das micro-empresas. Um artigo de José Rincon, diretor de articulação tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, demonstra que pequenos comércio, geralmente administrados  por pessoas mais idosas ou de baixa renda, são carentes no quesito marketing digital e e-commerce por falta de acesso ou afinidade com as plataformas. Sob esse prisma, pode-se analisar que, diante das tendências do mercado no crescimento de negócios online, os empreendedores que não estão aptos à utilizar esse meio para progressão do seu negócio terão uma perda considerável para a concorrência. Dessa forma, fomentar o envolvimento dos micro empresários nas novas plataformas irá evitar a quebra de diversas empresas, assim como aquelas supracitadas pela CNN, em um futuro próximo.

Portanto, diante desse cenário, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes à problemática abordada. Cabe ao MDIC(Ministério da Indústria) a tarefa de criar uma plataforma de ensino gratuito de marketing digital e e-commerce na internet. Essa plataforma deverá contar com aulas bem didáticas que devem ensinar àqueles empresários sem afinidade com as tecnologias a ingressarem nesse meio. Assim, ao divulgar esse feito, o comércio brasileiro deve adaptar-se juntamente às novas tecnologias.