O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 08/09/2020

A tecnologia impulsionou o desenvolvimento humano, transformando relações e o modo de trabalhar no mundo. Com isso, novas formas de vender surgiram, o que possibilitou novas oportunidades e o aumento do capital. Assim, o mercado digital cresce em função do número ilimitado de opções e por causa da pandemia, todavia ele também aumenta as barreiras sociais e expõem a desigualdade.

Em primeiro lugar, a pandemia e as diversas opções de compra estimulam o comércio digital. Nesse aspecto, Pierre Lévy, filósofo francês argumenta que o virtual produz mais potência e poder ao real em razão da facilidade de comunicação e do público elevado. Nesse contexto, o mercado digital cresce por apresentar um maior número de opções e de oportunidade aos consumidores, possibilitando o acesso rápido e compras fáceis de serem realizadas. Além disso, com o advento da pandemia as lojas digitais tornaram-se um recurso mais seguro e prático de realizar compras,sem a necessidade de contato físico e respeitando a quarentena, o que evita a proliferação da doença. Exemplo desse impulsionamento do virtual no comércio na pandemia é a pesquisa, feita pela Perfil do E-Commerce Brasileiro que exibe um crescimento de 40% ao ano.Logo, a internet abre novas chances para economia com o mercado digital.

Em segundo lugar, o comércio em meio virtual torna mais claro as barreiras da desigualdade social. Deste modo, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que na globalização há problemas de desigualdade, não havendo oportunidades iguais e o agravamento de malezas já presentes. Dessa maneira, o mercado digital impulsiona os muros presentes na sociedade em razão da inacessibilidade de todos aos meios de comunicação digital, como a internet, o que impossibilita de indivíduos de regiões periféricas tenha acesso as lojas e oportunidade de compras no mundo virtual, além de não incluir eles nesse meio, tornando os a margem da sociedade. Exemplo dessa falta de acesso virtual,de acordo com o G1, são as 45 milhões de pessoas, o que corresponde a um quarto da população. Dessa forma, é preciso torna igualitário as oportunidades e chances dessas pessoas ao mundo da internet.

Portanto, o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Ciência e tecnologia, deve realizar ações, como investimentos, por meio da liberação de crédito e de empréstimos para empresas digitais, da mesma forma que é realizada com serviços presenciais, para que assim seja impulsionado o comércio digital, incentivando essa área e permitindo o fluxo de capital seja maior na economia. Ademais, o Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com os municípios, deve realizar ações, como a instalação de internet nas áreas da periferia, por meio de investimentos sociais, da mesma forma que outros serviços públicos ocorrem, para que assim todos tenham acesso as compras online,  havendo oportunidades iguais e sem serem lançados a margem da sociedade.