O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 12/09/2020

A Quarta Revolução Industrial traz como uma de suas consequências a adoção de uma rotina mais dinâmica, de modo que, os indivíduos passam a querer realizar suas atividades do cotidiano com a maior eficácia em menor tempo possível. Desse modo, o crescimento do comércio virtual reflete a necessidade da população em adaptar sua agenda ao mundo célere. No entanto, devido ao tarifamento excessivo nas taxas de envio, o preço do produto pode se tornar inviável, dificultando as vendas online.

Em primeira análise, é importante ressaltar os motivos que levaram à popularização do e-commerce no país. Nesse contexto, destaca-se a conveniência da lojas online. Segundo o IBOPE de 2013, 93% dos brasileiros citam a comodidade como uma das principais razões para tal escolha. Dessa forma, além da disponibilidade de estarem abertos 24 horas, os meios virtuais possibilitam ao cliente a realização de suas transação sem a obrigação de sair do lar ou trabalho. Sob essa ótica, é válido citar o sociólogo Zygmunt Bauman, o qual defendia a ideia de modernidade líquida, em que a sociedade funcionaria de uma forma muito mais ágil. Logo, as compras realizadas pela internet se encaixam perfeitamente com o estilo de vida dos consumidores por permitirem uma maior flexibilização das atividades econômicas.

Todavia, os impostos atribuídos as taxas de frete ainda são um problema no comércio virtual. De acordo com uma pesquisa do E-commerce trends, 82,3% dos usuários desistem da compra por causa do valor de envio. A causa desse aumento de preço se deve ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, que pode corresponder a 18% da nota fiscal. Sob esse respectivo olhar, Adam Smith, economista britânico que contribuiu com a ideologia de Estado mínimo, defendia que para aumentar a produtividade da economia é preciso uma menor carga tributária. Assim, com uma redução das tarifas a soma final do produto se tornaria menor e aumentaria as vendas, favorecendo os comerciantes online.

Diante do exposto, o Ministério da Economia, em parceria com as transportadoras, deve criar uma taxa reduzida especialmente para o envio de produtos comprados online, com foco nas mercadorias de pequeno porte, de maneira que, com a redução dos impostos as vendas e a lucratividade possam ser ampliadas. Paralelamente, é necessário que nas mídias sociais do órgão governamental sejam divulgadas as vantagens da compra online, realizando lives com economistas, para que assim, a popularização do e-commerce cresça e auxiliem aos indivíduos adeptos da rotina acelerada - consequência da Quarta Revolução Industrial -  na realização de suas obrigações do dia a dia.