O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 05/09/2020
Comércio virtual e produto real
Com o advento da globalização e a criação da internet, tornou-se cada vez mais simples a comunicação à distância. Nessa conjuntura, foi possibilitado, então, o comércio virtual, no qual não é preciso conhecer o vendedor ou ir até a loja, recebendo seus produtos no conforto de casa. Dessa forma, é necessário analisar o crescimento exponencial das vendas online no país, do qual necessita de infraestrutura sólida para ocorrer de maneira segura, dando praticidade ao consumidor.
Cabe ressaltar, em primeira visão, a dinâmica empregada por trás do e-commerce. As lojas virtuais tem como fator especial a não necessidade de espaços físicos para a comercialização de seus produtos. Entretanto, por se tratarem de objetos não virtuais, é preciso abrigá-los e transportá-los, o que demanda uma organização especial. Nesse contexto, popularizaram-se os galpões logísticos, grandes estruturas nas quais ocorre o armazenamento e distribuição de mercadorias, visando maior dinamismo no processo. Com base em uma pesquisa da Siila, Sistema de Informação Imobiliária Latino-Americana, órgão que analisa o setor em âmbito nacional, notou-se um aumento de quase 100% na área disponibilizada para depósitos de artigos relacionados ao comércio digital. Dessa forma, torna-se indiscutível a necessidade de adequação para bom desempenho no setor.
Ademais, é notável a redução de horas despendidas e locomoção, quando se opta por comprar online. No contexto da pandemia do coronavírus, doença que assolou o Brasil no ano de 2020, na qual foram decretadas medidas de isolamento social e fechamento de lojas físicas, notou-se a praticidade da opção do comércio virtual. O risco de contaminação iminente obrigou grande parte da população a adotar uma vida trancada em suas residências, sem poder sair para comprar insumos necessários para vida, ou até mesmo roupas e eletrodomésticos. Atrelado a isso, a Magazine Luiza, empresa do setor online, notou alta de cerca de 40% em suas vendas, de acordo com a própria, exemplificando a adequação ao modal por conta de sua relação custo-benefício. Desse modo, é evidente que o comércio digital se tornou uma alternativa válida em situações de isolamento, por sua praticidade.
Destarte, devido ao supracitado, tornam-se evidentes os motivos e necessidades oriundas da expansão do e-commerce. Cabe, então, ao Ministério da Economia, por meio de incentivos fiscais, melhorar a infraestrutura e viabilizar a dinâmica de tal modal de forma mais simples e segura, juntamente do Ministério dos Transportes e da Receita Federal, buscando propiciar um aumento das trocas de produtos no país, tornando o Brasil um país mais economicamente coeso e dinâmico.