O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 14/09/2020
Com o advento da internet, os setores comunicativo e acadêmico ganharam um considerável destaque. Entretanto, também é notável o crescimento do comércio virtual no Brasil. Destarte, o caráter excludente e a diminuição do tempo em compras são fulcrais para o debate sobre o crescimento do comércio virtual.
Em primeiro lugar, é válido elucidar a quantidade de pessoas sem acesso ao ciberespaço. Nesse viés, as lojas que estão em locais sem redes de internet ou não possuem condições financeiras para ter esse serviço ficam prejudicadas. Assim, a dificuldade dos estabelecimentos sem internet em crescer no mesmo ritmo que outros com melhores condições corrobora com a frase do filósofo Pierre Lévy, a qual afirma toda tecnologia criar seus excluídos, haja vista que devido a web algumas lojas são impedidas de exporem seu trabalho, ficando, dessa forma, marginalizadas.
Outrossim, a importância do tempo no dia-a-dia da população contribui para a maior procura pelo comércio virtual. Nesse contexto, no modelo capitalista, o período destinado para o trabalho é considerado mais proveitoso do que o para fazer compras e por isso tende a ser mais valorizado. Posto isso, a diminuição na duração das compras e, consequentemente o aumento na do trabalho, gera lucro e confirma a frase do físico Benjamin Franklin, que revela tempo custar dinheiro.
Portanto, o comércio virtual constitui-se não só como um meio de exclusão, como também de oportunidades. Logo, urge ao Ministério da Economia financiar as lojas sem condições de ter internet, por meio do pagamento de pacotes desse serviço mensais para os que precisam, a fim de inserir esses estabelecimentos na dinâmica do comércio virtual. Ademais, cabe às lojas virtuais melhorar seu serviço prestado, mediante a adição de mais produtos, bem como diminuir o tempo de entrega, com o intuito de agradar e atrair novos clientes.