O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 05/09/2020

O Capitalismo Informacional, conceito proposto na obra “Sociedade em Rede” de Manuel Castells, elege a tecnologia de informação como o paradigma das mudanças sociais que reestruturaram o modo de produção capitalista a partir de 1980. Sob esse viés, é notório que a tecnologia é um fator essencial na sociedade e uma de suas principais contribuições foi a criação do comércio virtual, esse que facilitou a vida de milhares de brasileiros. Todavia, imbróglios como a falta de confiança no mundo digital e o preço elevado do frete dificulta a maximização do sucesso desse setor.

Primeiramente, é essencial pontuar que a falta de confiança no mundo digital dificulta a potencialização do crescimento do comércio virtual. Uma pesquisa realizada pela AVG Technologies em 2015 revela que, para 36% dos entrevistados, a falta de confiança impede a realização de pagamentos online. Nessa perspectiva, o estudo demonstra como a pouca crença na segurança do e-commerce corrobora para a diminuição de compras digitais. Ademais, a ideia de que seus dados possam ser usados de forma ilegal também contribui, muitas vezes, para a interrupção dessas aquisições online. Por conseguinte, é necessário a dissolução dessa conjuntura, a fim de que o mercado online cresça ainda mais.

Outrossim, é imperativo postular que o preço elevado do frete dificulta a realização de compras online. Segundo pesquisa realizada pelo Business Insider, cerca de 58% dos entrevistados desistiram de uma aquisição virtual pela discrepância entre o valor do produto e o valor final com o custo de envio. Dessa forma, evidencia-se que o alto preço do envio colabora para o cancelamento de muitas compras realizadas no e-commerce. Logo, é notório que esse problema dificulta que o mercado virtual alcance melhores resultados, dessa forma, ele precisa ser mitigado.

Assim, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para diminuir os problemas acerca do comércio virtual nacional. Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o Ministério da Cidadania devem, juntos, por meio da criação de um setor de segurança digital, realizar, semestralmente, um estudo sobre as lojas virtuais nacionais e classificá-las em confiáveis ou não confiáveis, com a colocação obrigatória de um selo de segurança digital nesses respectivos sites. Por fim, os comércios virtuais devem, por meio de acordo com as principais transportadoras nacionais, destinar 10% do seu ganho anual para essas empresas que realizam entregas, a fim de tornar o frete das mercadorias grátis para os consumidores.