O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 08/09/2020

O filme “Um senhor estagiário”, ambientado em um escritório de uma recente loja virtual, chama atenção pelo rápido sucesso, dinamicidade e transformação do ambiente de trabalho contemporâneo. No entanto, nem todas as empresas brasileiras conseguem se adaptar a essa nova perspectiva de mercado “online”. Diante disso, valida-se a discussão acerca do crescimento do comércio virtual como marcado pela dificuldade de adaptação dos estabelecimentos, acarretando no fechamento de empresas e desemprego no país.

Em primeira análise, a adaptação ao mercado tecnológico é uma das principais dificuldades para os empresários na atualidade, visto que, a demanda por serviços “online” está em rápida ascensão. Nesse ínterim, o Comitê da Internet no Brasil avaliou que mais de 40% das empresas nacionais não apresentam loja virtual, principalmente devido aos empecilhos de inserção das novas tecnologias à dinâmica das empresas, como sistema de atendimento “online” e frete de mercadorias, exigidos por esse novo modelo de comércio. Em vista disso, fica explícito que a falta de familiaridade com o meio tecnológico nas empresas impede a permanência delas no mercado, haja vista a necessidade de incorporar esses serviços e atender ao crescimento do consumo eletrônico da sociedade contemporânea.

A posteriori, em consequência da dificuldade de acompanhamento das empresas brasileiras em aderir às tecnologias, o número de estabelecimentos que fecham cresce e, com eles, o desemprego no país. Nesse ínterim, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 700 mil empresas fecharam no começo de 2020 motivados pela não adaptação ao crescimento do consumo virtual. Destarte, a expansão do mercado “online”, em detrimento das lojas físicas, evidencia o acompanhamento desproporcional entre o comércio nacional e as exigências do consumidor moderno, não só pela dificuldade em aderir-se ao meio tecnológico, mas também pela quantidade de estabelecimentos que encerram seus serviços motivadas pela sua obsolescência.

Depreende-se, portanto, que o crescimento do mercado virtual apresenta entraves que precisam ser sanados. Assim, é fundamental que o Poder Público, em parceria com empresas de consultoria, por meio de subsídio financeiro, proponha a criação de projetos de educação empresarial moderna, voltados aos empreendedores nacionais, capaz de oferecer cursos e palestras para a criação de lojas online, estratégias de divulgação, bem como assessoria gratuita específica para cada setor de venda, como eletrônico, alimentício e moda, ministrados por especialistas e gestores de empresas “online” já estabilizadas no mercado. Tal medida aparece com o intuito de evitar o fechamento de estabelecimentos e facilitar a adaptação dos comerciantes à nova perspectiva de mercador virtual.