O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 05/09/2020
Na série “Black Mirror” em um dos episódios os personagens utilizavam exclusivamente o mercado virtual para a aquisição de bens de consumo duráveis e não-duráveis. De maneira análoga, fora da ficção, o uso do comércio “on-line” para prática de compras é crescente no Brasil. Contudo, a perpetuação de problemas como a ausência de confiabilidade em determinados “sites” e o desemprego formal assolam esse cenário.
Primeiramente, é válido apontar que a falta de transparência de alguns “sites” de venda digital é um impasse. Nesse sentido, a lei de transparência 12.741/2012 é responsável por proteger e garantir a segurança as partes envolvidas na transação comercial. Todavia, o descumprimento da lei é uma realidade, na medida em que ainda permanece no seio social a aplicação de golpes perante consumidores virtuais. Assim, enquanto medidas fiscalizadoras mais eficazes não forem aplicadas para resolver o problema muitos indivíduos continuarão a ser prejudicados.
Ademais, é indubitável que o crescimento do comércio “on-line” compromete os empregos formais. Nesse contexto, pela flexibilização das compras “on-line” lojas físicas são cada vez menos procuradas, o que, consequentemente, gera a redução do quadro de empregados nessas lojas pela diminuição da demanda de venda. Dessa forma, de acordo com dados do INGE, em 2020 quase 7,8 milhões de trabalhos foram perdidos, fato decorrente da pandemia e do maior uso das redes “on-line”. Assim, enquanto medidas alternativas para equilibrar o atual quadro não forem promovidas desigualdades permanecerão no seio social.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para resolver a problemática. Nesse contexto, o governo federal deve fomentar a economia brasileira, por meio de incentivos fiscais, que deverão ser destinados a promoção de compras de bens de consumo em lojas físicas, o aumento da demanda terá a finalidade de aumentar o número de contratação de funcionários formais. Destarte, empregos formais não serão prejudicados pelos novos meios de venda virtual.