O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 24/11/2020

Na contemporaneidade, cada vez mais a população mundial lida com novidades tecnológicas, que surgem com a intenção de facilitar e inovar a forma em que se vive em sociedade. Nesse prisma, um significativo marco da tecnologia no cotidiano é o grande crescimento do comércio on-line, que, segundo o portal G1, cresceu mais de 40% somente entre 2019 e 2020. No entanto, o constante uso desse serviço apresenta consequências muitas vezes subestimados pelos consumidores. Entre eles, destacam-se o domínio de grandes empresas do mercado e a facilidade de manipulação dos usuários

Em primeira análise, ocorre o monopólio de grandes empresas sobre o mercado consumidor, prejudicando tanto comerciantes de pequeno porte quanto estabelecimentos físicos. Como exemplo disso, se encontra a empresa “Amazon”, considerada pelo ranking “BradZ” a empresa mais valiosa do mundo, que trabalha exclusivamente pelo comércio on-line. De fato, a marca possui domínio sobre a venda de inúmeros produtos, mas em especial livros, mantendo-os com preços baixos ao economizar com gastos inerentes a comércios físicos (como atendentes, impostos e infraestrutura), o que levou ao falimento de famosas livrarias, como a Saraiva e a Livraria Cultura. Assim, a falta de políticas de manutenção de um comércio mais justo e competitivo resulta em prejuízos consideráveis a empregados e investidores.                                                                                                                                             Em segunda análise, é fato que a internet possibilita a manipulação de comportamentos dos usuários, por meio da constante coleta de dados e bombardeio de propagandas. Nesse sentido, o filósofo Yurval Harari afirma que o homem ainda não aprendeu a lidar com a tecnologia que construiu, fenômeno que se verifica a partir da prática comercial de estimular constantemente o consumismo, a partir de algoritmos que insistentemente ofertam produtos visitados pelo internauta, por meio de anúncios em sites, redes sociais, vídeos e jogos, impossibilitando que o usuário se afaste da publicidade abusiva. Diante disso, é notória a falta de regulamentações que prezem pelo respeito e segurança dos consumidores na web contra tais ações.

Diante do exposto, é fundamental uma intervenção que amenize as problemáticas levantadas. Portanto, o Ministério da Economia deve fiscalizar o comércio on-line no país, por meio da criação de leis que estimulem a concorrência justa entre comerciantes, além de regulamentar propagandas abusivas na web. Com isso, será possível a melhora do uso da internet tanto para as empresas, quanto para consumidores, fazendo com que o comércio on-line cresça trazendo menos consequências danosas ao público.