O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 08/09/2020

As tecnologias introduzidas com a Revolução Técnico-científico-informacional, na segunda metade do século XX, abriram portas para a inovação apresentando novas possibilidades para as empresas, as quais valeram-se da intensificação da globalização para expandir suas fronteiras e atingir novos públicos por meio da internet. Passaram-se alguns anos e esse tornou-se o principal meio de negociação e vendas, com uma ampla gama de produtos, o cliente precisa apenas de alguns cliques para analisá-los e realizar a compra do qual atende aos seus desejos. Nesse cenário, cabe analisar a expansão do comércio virtual no Brasil e seus impactos nas vidas das pessoas, relacionando o consumismo ao contexto atual de pandemia e isolamento social.

Inicialmente, deve-se pontuar que o comércio on-line intensifica o consumismo inerente à era capitalista, sobretudo devido às facilidades que apresenta - variedade de produtos e preços, economia de tempo e rapidez nas entregas, por exemplo. Sendo assim, a líder da “Ebit/Nielsen” (empresa de mensuração e análise de dados do mercado eletrônico), Ana Helena, apresentou dados a respeito do crescimento nos últimos 20 anos do comércio digital no Brasil, ela apontou que, enquanto em 2000 as compra realizadas pela internet representavam menos de 1% do total, em 2019 subiu para mais de 40%, demonstrando o engajamento das pessoas com as inovações do mercado. Em partes, esse rápido crescimento se deu em razão da introdução do “smartphone” no cotidiano do cidadão, fato consolidado em 2007 pela empresa de tecnologia “Apple”.  Dessa maneira, o acesso aos produtos ficou ao alcance das mãos, intensificando a relação entre internet e consumo.

Ademais, vale ressaltar o impacto que a pandemia do novo Corona Vírus gerou no psicológico das pessoas, que veem nas compras on-line uma forma de minimizar a ansiedade causada por esse cenário. Pois, as compras são capazes gerar uma sensação de prazer momentâneo causado pela ação do hormônio dopamina, liberado pelo cérebro em momentos de felicidade. Essa prática compulsiva, fez com que o e-commerce, introduzido pelas empresas impedidas de funcionarem de forma presencial, fosse aderido pelo público, apresentando 21% de crescimento de 2019 para 2020. Tal conjuntura, exemplifica a frase de Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação à elas”.

Portanto, a fim de diminuir o consumismo sem afetar as empresas de e-commerce, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações introduzir softwares que filtrem as sugestões algorítmicas, para que as pessoas comprem apenas quando precisarem, minimizando assim os impactos causados em seu psicológico e mantendo o comércio online em ascendência.