O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 09/09/2020
A internet surgiu no contexto da Guerra Fria, momento em que qualquer inovação tecnológica poderia contribuir na disputa liderada por duas potências de blocos ideológicos antagônicos. Nesse sentido, essa ferramenta tornou-se popularizada e, atualmente, faz parte intrinsecamente das relações sociais no Brasil. Consequência disso, ocorreu o crescimento do comércio virtual, ou seja, vendas onlines dos mais variados produtos que possuem como causas, maior alcance que as tecnologias permitem e economia financeira dos empresário.
Convém analisar, inicialmente, que a partir da chamada Terceira Revolução Industrial, processo da passagem da tecnologia eletrônica mecânica para a digital, ocorreu a expansão de computadores, além do uso de celulares e tablets, por exemplo. Nessa lógica, com o acesso ilimitado às redes de comunicação, os varejos virtuais tornaram uma opção, principalmente, pelo fato do ambiente virtual “desconstruir” as barreiras físicas. Em outras palavras, o uso da internet para vender os produtos possui um alcance interestadual,pois, as compras podem ser realizadas nos sites e serem entregues na residência pelos correios sem que necessariamente a fábrica esteja no local da compra. Entretanto, apesar dese modelo de varejo representar uma inovação que beneficia ainda mais o dono do meio de produção, pois o alcance de vendas é maior, nem toda população manuseia os aparelhos digitais.
Outrossim, com a pandemia do COVID-19, doença de caráter infecioso e o necessário isolamento social a fim de frear a contaminação, as empresas comerciais obrigadas a fecharem os negócios temporariamente foram prejudicadas pela falta de circulação de lucro. Somado a isso, parcela dos varejos paga aluguel para manter a loja física e com a diminuição das vendas esses empresários tendem a falir. Desse modo, em um sociedade hiperconetada conceito defendido pelo filósofo Pierre Lévy, a internet foi vista como uma das opções para frear a crise econômica, além de ser economicamente mais viável quando engajada, uma vez que o comércio virtual não depende do espaço físico de maneira a contribuir para uma economia para as empresas.
Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para promover ainda mais o comércio virtual a fim de movimentar a economia do país. Logo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deve instruir os indivíduos que não dominam as tecnologias por intermédio de instruções gratuitas dadas por voluntários na finalidade de incluir os sujeitos sem informática básica no comércio virtual. Ademais, cabe à Mídia promover campanhas publicitárias que estimulem os empresários a utilizarem o ambiente virtual para impulsionar as vendas por meio de anúncios e propagandas que encenem e demonstrem as vantagens financeiras de optar por essa opção com intuito de popularizar o varejo online.