O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 08/09/2020

A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e social. Contudo, essa não é uma realidade brasileira, visto que o índice de golpes no comércio virtual é alarmante. Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: o consumo cada vez mais exacerbado e a baixa fiscalização dos sites de compras e vendas. Dessa forma, medidas cujo objetivo sejam promover um comércio virtual que seja consciente e seguro, devem ser tomadas.

A princípio, vale ressaltar que, de acordo com Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Nesse viés, a revolução Técnico-Científico-Informacional impactou de maneira positiva no comércio e na economia mundial, uma vez que o avanço da informática possibilitou o surgimento do e-commerce. Entretanto, por ser uma atividade relativamente recente, a fiscalização ainda não é eficiente, o que aumenta o risco de golpes. Em outras palavras, é frequente a propaganda de sites que não são confiáveis na internet e que colocam a integridade física e moral dos compradores, sendo as pessoas que não possuem muita afinidade com a internet as mais suscetíveis a caírem nesses golpes.

Concomitantemente, soma-se ao supracitado que as compras on-line são cada vez mais frequentes no mundo contemporâneo, atingindo marca de crescimento de 23% em 2019, segundo dados do NeoTrust. Sendo assim, é evidente que a sociedade está cada vez mais seguindo a lógica capitalista de consumo, seguindo o desejo inconsciente de consumir. Pontuando isso, percebe-se que o século XXI está marcado por um novo tipo de vício, que muitas vezes é caracterizado pela urgência, e resulta na falta de cuidados no momento de realizar as compras virtuais, o que fomenta no maior risco de exposição dos dados pessoais do comprador.

Impende, portanto, medidas intervencionistas governamentais. Urge que o Governo Federal, em uma parceria com o Ministério da Economia, crie um setor de segurança de comércio digital com o objetivo exclusivo de monitorar sites de vendas, punindo severamente os responsáveis de sites ilegais, de forma a reduzir o risco de golpes no comércio digital. Outrossim, cabe ao Ministério da Cultura, juntamente com indústrias midiáticas, desenvolverem uma campanha para o consumo consciente, através de propagandas em TV aberta, que alertem sobre a compra em sites arriscados, de forma que o comprador busque mais informações antes de realizar a compra. Após tais condutas, é esperado que a economia mundial seja otimizada de forma segura e saudável.