O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 10/09/2020

Em março deste ano, a Organização Mundial da Saúde decretou pandemia por conta do novo coronavírus, COVID-19. Desde então, muitos governantes, para conter o alastramento do vírus, impuseram medidas de isolamento social, como o fechamento de escolas e comércios. Desse modo, apenas atividades consideradas essenciais puderam permanecer com as portas abertas. Esse fato fez com que as lojas virtuais tivessem um grande aumento de vendas. Contudo, o e-commerce nacional ainda é visto com desconfiança. Isso se deve a duas coisas: muita burocracia na troca de mercadorias e o descumprimento dos prazos de entrega.

De início, vale ressaltar que o crescimento do comercio virtual veio acompanhado pelo aumento do número de reclamações de consumidores. Segundo o Procon de São Paulo, em 2020, o estado presenciou um aumento de mais de 100% no número de reclamações relacionadas a lojas virtuais. Fato que pode ser creditado, em grande medida, segundo o próprio Procon, à dificuldade encontrada na troca de mercadorias.

Além disso, o atraso nas entregas é outro problema das compras pela internet. Com o aumento de vendas online, as empresas de entrega viram-se sobrecarregadas. Assim, os valores dos fretes foram majorados e o tempo de espera pelos produtos foi estendida, pois  o aumento da demanda pelo serviço não foi acompanhado pela melhoria da logística de entregas. Todo esse panorama impede que o comércio virtual brasileiro cresça adequadamente.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para atenuar a situação. Para tanto, o Governo Federal deve, por meio de projeto de lei, ampliar a capacidade dos Correios com o aumento do número de contratações e melhorias salariais para os empregados. Os recursos para tal podem ser obtidos pela taxação de grandes fortunas, como prevê a Constituição. Dessarte, o prazos de entrega serão atendidos e, ademais, o preço dos fretes será reduzido, o que acarretará num maior aumento do comércio virtual brasileiro.