O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 10/09/2020
Com o advento da Quarta Revolução Industrial, a tecnologia se mostrou aliada às relações mercantis, antes restritas as negociações presenciais. Entretanto, pode-se analisar que, apesar de ser benéfica em razão de seu baixo custo e facilidade de acesso, o que tem promovido o seu crescimento, ainda existe, no Brasil, empecilhos para que essa prática seja efetivamente aplicada. Esses, estão associados com a infraestrutura logística deficiente e com a desigualdade de acesso por parte da população. Mediante isso, torna-se crucial analisar medidas que coordenem o comércio virtual.
A priori, é possível enfatizar a omissão estatal em gerar alternativas que possibilitem a efetivação do comércio virtual, sendo uma das maiores dificuldades, por parte das empresas, acessar toda a territorialidade do país. Posto isso, reafirma-se a irresponsabilidade governamental em não promover a integração nacional por meio de estradas que possam ser uma via de acesso ao consumidor, Nesse viés, analisa-se um desacordo com os ideais de Juscelino kubistchek, ex-presidente do Brasil, que afirmou “Governar é criar estradas e promover a integração nacional”. Sob essa ótica, apesar da tendência de crescimento, o comércio permanece, muitas vezes, estático para algumas localidades por conta da dificuldade de acesso, condição que deve ser minimizada por ações do Estado.
A posteriori, segundo pensamento de Guy Debor, escritor francês, defende-se que a lógica cria símbolos de consumo que, em conjunto, denominam-se como marketig. Sob esse viés, é notório que as empresas têm se beneficado da influência do meio digital como forma de crescimento e aumento de sua popularidade em razão do alcance de pessoas. Contudo, pode-se enfatizar atitudes negativas por parte dessas que, em muitos casos têm se utilizado de propagandas repletas por informações ambíguas e falsas. Nesse caso, ao receber o produto em casa, o consumidor pode ter suas perspectivas frustadas, levando-o a não mais adquirir produtos virtualmente, Sendo assim, bem como defendido por Humberto Eco, em seu livro “Apocalípticos e integrados”, o marketing, estudado por Guy Debor, ao ser aplicado infielmente, pode causar decréscimo no crescimento do mercado virtual.
Em suma, faz-se adequado promover medidas que colaborem para o crescimento do comércio virtual já em destaque. Em síntese, o Governo deve possibilitar, durante a visão orçamentária, investimentos para a ampliação do número de estradas para que seja possível integrar regiões interioranas de difícil acesso por parte de empresas que visam entregrar seus produtos. Ademais, o Estado deve, também, solicitar ao poder legislativo a fortificação da legislação, criando novas leis mais rígidas que condenem o uso de propagandas ambíguas ou enganosas, para que a população não seja frustrada por propagandas ambíguas ou falsas. Desse modo, contribuir para o bem estar social.