O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 14/09/2020
Durante a primeira década do século XX, o pintor Pablo Picasso revolucionou a técnica de pintura para se manter no mercado e não se tornar obsoleto obsoleto frente ao cenário de fotografias altamente tecnológico do período. Análogo a essa situação, tem-se a recente adaptação dos mercados brasileiros ao comércio eletrônico, mantendo-se na escala de competitividade do mundo. Nesse contexto, é válido analisar o crescimento do mercado virtual no Brasil e como esse tem se tornado uma alternativa real na pandemia do novo corona vírus para o não decaimento da economia.
De início, é importante entender que apenas nos anos 2000 o ecommerce começou a se consolidar no Brasil, pois em sua introdução havia uma certa resistência em investir nesse modelo de negócio o que dificultou e atrasou o processo de desenvolvimento da comercialização online. Tomando como base o pensamento do filósofo Marshall McLuhan, o homem cria a ferramenta, e a ferramenta recria o homem, ou seja, a internet modificou as relações sociais e também econômicas, exigindo do indivíduo um necessidade por imediatismo e praticidade encontrada nas compras online. Dessa forma, alguns consumidores, que apresentam um certo domínio em relação à tecnologia, foram responsáveis pelo salto nos faturamentos online. Porém, ainda uma parcela da população desconfia da segurança dos dados na internet e não desfrutam da comodidade de comprar sem sair de casa, representando 40% da população, segundo a BBC Brasil.
Convém pontuar, ainda, que além do desenvolvimento natural do ecommerce, houve um “boom” no comércio online desde que a OMS declarou estado de pandemia do novo Corona vírus. Isso devido à necessidade urgente de mudança de hábitos da população que com o isolamento social teve como única alternativa os serviços online. Essa conjuntura pode ser respaldada pela pesquisa TIC domicílios, a qual mostrou que em abril de 2020 o ecommerce faturou 81% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Isso significa que um dos efeitos do Corona vírus foi a quebra de paradigmas em relação ao setor de vendas online, ao movimentar as atividades econômicas diminuindo, assim, o risco de recessão econômica e direcionando muitos brasileiros a fazerem suas primeiras compras no mundo digital.
Percebe-se, portanto, que com a aceleração da transformação digital o mercado virtual brasileiro vem subindo significativamente e para a efetivação desse crescimento faz-se necessário que a imprensa socialmente engajada, pela capacidade que tem de amplo alcance populacional, pode, por intermédio das propagandas em veículos midiáticos, instigar o comércio online, através do esclarecimento à população sobre o baixo índice -quase inexistente- do roubo de dados pela internet.