O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 01/10/2020
Com a revolução industrial, iniciada no século XVIII até meados do século XIX, foi possível a vinda de novas tecnologias como telefones e máquinas altamente qualificadas. Porém, a mudança não foi aceita por todos, o que fez com que surgissem movimentos mais radicais como o “luddismo” que reivindicou melhores condições de trabalho e criticou a alta taxa de desemprego devido à substituição de pessoas pelas máquinas. De forma análoga, o comércio virtual vem crescendo no Brasil, o que implica em algumas problemáticas ao evidenciar que o desemprego aumenta exponencialmente, juntamente com a procura de empregos não regulamentados, e que muitos produtos ainda não estão preparados para esse tipo de comércio.
Mormente, é importante destacar que o “e-commerce” é um grande avanço da globalização ao passo que permite a rápida divulgação de novos negócios no mercado, além de aumentar o número de consumidores. Segundo a NeoTrust, o faturamento do comércio eletrônico atingiu R$ 75,1 bilhões em 2019, com uma alta de 22,7% em relação ao ano anterior, o que significa que o brasileiro está cada vez mais familiarizado com o comércio virtual, além de ser um sinal de retomada da economia. Em contrapartida, esse crescimento acarreta em um desemprego estrutural no país, visto que aparelhos eletrônicos como celular e “notebook” substitui a mão de obra, o que fica evidente a procura de empregos informais por parte dos desempregados.
Acresce também que o comércio eletrônico bateu um importante recorde em 2020 com a presença do coronavirus ,com um ritmo de crescimento de 40,7% ao ano, como revela a pesquisa do Perfil do E-Commerce Brasileiro. Com isso, o diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil Thiago Chueiri, aponta que devido a pandemia, muitos negócios tiveram que migrar para o “e-commerce” para conseguir ter o mínimo de lucro e sobreviver. Entretanto, alguns comércios que não têm estrutura para realizar entregas, acabam entrando em falência.
Portanto, indubitavelmente, faz-se necessário a intervenção dos prefeitos das cidades promovendo campanhas por meio de cartazes e divulgações no local para incentivar o comércio presencial, a fim de que a taxa de emprego aumente e diminua a busca desesperada por empregos não regulamentados. Também é importante a intervenção do Ministério da Economia trazendo palestras ministradas por economistas, a fim de mostrar as vantagens de ir ao local, não provocando a falência de comércios que não tem estrutura para realizar entregas. Assim, da mesma forma que a economia do país alavanca com o “e-commerce”, os trabalhadores não serão prejudicados ao passo que as duas formas de comércio serão praticadas em conjunto.