O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 14/09/2020

Thomas More, filósofo e estadista inglês, em sua obra “Utopia”, relata uma sociedade sublime, a qual se molda de maneira lógica e harmônica. No entanto, a realidade hodierna observada ainda é oposta àquilo que prega o autor, uma vez que o crescimento do comércio virtual no Brasil ainda não apresenta seu total potencial, dificultando assim a concretização dos planos de More. Tal dicotomia se deve tanto a problemas econômicos, quanto burocráticos. Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos, a fim de uma melhor estruturação social.

Inicialmente, faz-se relevante pontuar a atuação ineficiente dos setores governamentais. Pois, segundo o preâmbulo da Constituição Brasileira de 1988, é dever do Estado democrático assegurar direitos de ordem social e individual, vitais ao bem-estar, entretanto isso não ocorre. Devido a negligência histórica das autoridades quanto ao combate das desigualdades, formara-se uma sociedade fortemente estratificada, a qual mesmo com avanços significativos ainda apresenta uma grande massa de pessoas que são excluídas do E-commerce, sendo assim prestadores de serviços e consumidores em potencial que precisam de boas políticas públicas de inclusão. Desse modo, urge que tal postura estatal seja reformulada.

Ademais, é imperativo ressaltar a burocracia como fomentadora do problema. Partindo desse pressuposto e levando em conta pesquisas do Banco Mundial quais apontam o Brasil como país mais burocrático do mundo, evidencia-se a supracitada como danosa ao sistema monetário vigente, uma vez que não permite a fluidez necessária ao comércio eletrônico hipermoderno, apresentando entraves ao progresso desse meio, dificultando a abertura de novas empresas e tornando lento cadastros e compras dos consumidores, acostumados com o imediatismo moderno. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a burocracia colabora nessa perpetuação deletéria.

Portanto, com o intuito de mitigar o impasse, necessita-se que o Presidente da República como chefe de Estado apresenta ao congresso um plano de modernização das relações consumistas nos meios eletrônicos, tal plano se dará em duas frentes: primeiro deve-se estimular, dando preferência nas votações à políticas que visem diminuir as desigualdades sociais, tendo fim de aumentar a porcentagem de indivíduos com poder de compra, posteriormente o governo federal junto a suas autarquias, deve estudar meios de diminuir a burocracia na hora de abrir e manter um negócio, unificando impostos e tornando o empreendedorismo mais acessível. Assim, o comércio virtual apresentará forte crescimento e a coletividade dará uma passo em direção à Utopia de More.