O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 14/09/2020

Após a Crise de 1929, causada por uma grande produção e falta de mercado consumidor, surgiu no Japão o modelo Toyotista, responsável pela ideologia “Just In Time”, a qual pregava a produção conforme a demanda. Isto posto, com a pandemia causada pelo Covid-19, houve uma crescente procura por meios de compra que respeitassem o distanciamento social, sendo o comércio digital o responsável por atender esta demanda. Conquanto, tendo em vista que as projeções inferem que após a pandemia, o e-commerce (comércio virtual) continuará com muitos adeptos, faz-se, então, imperiosa a análise da atual conjuntura a fim de propiciar uma melhor experiência de compra tanto para cliente como para vendedores.

Nessa linha, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter divulgado informações sobre o isolamento social, diversas famílias optaram por comprar alimentos, roupas e outros artigos pela internet. Outrossim, uma pesquisa do Google em 2019 apontou que o crescimento anual seria em torno de 12% ao ano no Brasil, porém, com a nova demanda, o crescimento foi descomunal: cerca de 40%, segundo dados do PayPal e BigData Corp. Dessa forma, diversas empresas necessitaram se reinventar para não perderem suas vendas.

Nesse contexto, pequenos empreendedores correspondem a 92% das empresas que atuam em plataformas digitais, também segundo a PayPal. Tal fato se deve a falta de agentes reguladores de preço, qualidade e prestação de serviço. Consequentemente, o comércio online se tornou atrativo pois não precisa atender muitos requisitos: basta colocar um produto a venda e atrair consumidores. Dessa forma, o controle de horário de trabalho, férias, higiene no local de produção e remuneração mínima para prestadores de serviço ficam fora do alcance das leis do Estado. E assim, o e-commerce se torna perigoso tanto para empreendedores, que não tem condutas a seguir, quanto para clientes, que recebem produtos sem garantia de qualidade.

Em suma, é necessária a atuação do Estado nesse quesito, já que é uma atividade recente e vem ganhando cada vez mais espaço. Dessa forma, é dever do Ministério da Economia enviar questionários online para consumidores e empreendedores sobre suas experiências com as vendas, a fim de regular a qualidade dos serviços prestados. Além do mais, é necessário fazer com que os vendedores tenham autorização para vender  por meio de uma carteira de trabalho. Dessa forma a compra será mais segura e os vendedores poderão ser beneficiados com as leis trabalhistas. Pois, se o futuro será por meio do comércio digital, o estamos moldando hoje, como diria Gabriel, o Pensador.