O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 24/09/2020
O filme “Amor sem escalas” conta a história de Ryan -um funcionário frio que coleciona milhas aéreas e viaja pelo mundo demitindo pessoas- e Natalie -uma jovem recém contratada que desenvolveu um sistema para a demissão de pessoas por videoconferências, fato que coloca em risco a carreira que Ryan tanto ama. Paralelo à narrativa, o crescimento do comércio virtual no Brasil traz consigo dois extremos: a facilidade na obtenção de produtos e o aumento do desemprego estrutural propiciado pela nova dinâmica mercantil.
Em primeira análise é imperativo ressaltar que o crescimento do e-commerce deve-se, sobretudo, ao aumento considerável do acesso à internet nas últimas décadas. Segundo a pesquisa TIC Domicílios 2019, mais de 125 milhões de brasileiros acessam as redes. Essa realidade corrobora para uma maior facilidade/comodidade dos usuários e compradores da rede ao passo que exige do comércio uma nova postura frente a esses.
Em contrapartida, o crescimento do comércio virtual tem desencadeado uma “onda” de desemprego estrutural (decorrente da adoção de novas tecnologias). Embora tal modalidade comercial requeira uma equipe para realizar todo o marketing digital -logística, divulgações, promoções, feedback- ela não é capaz de abranger qualquer indivíduo indistintamente, já que exige do funcionário uma capacitação tecnológica. Isso tem impulsionado o cidadão brasileiro a reinventar-se .
Diante dessa realidade, convém ao Ministério da Educação a inserção de uma disciplina sobre tecnologias, bem como o uso delas no setor comercial, na grade curricular escolar, a fim de preparar as novas gerações para atender as necessidades do mercado de trabalho e, consequentemente, mitigar o problema do desemprego estrutural. Com isso, haverá um maior aproveitamento dos benefícios propiciados pelo comércio digital e maior eficiência do setor quanto aos anseios da população.