O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 18/09/2020
A série televisiva “Os Jetsons” retratava, no século XX, ideias futurísticas, como entrega de mercadorias por aeronaves. Hoje, empresas, tais quais Amazon e Uber Eats, fazem entregas com drones nos EUA, mostrando que o futuro chegou. Prova disso é o crescimento do comércio virtual no Brasil, embora as deficiências em logística e golpes cibernéticos o ameacem.
Em primeiro plano, malgrado expansão de vendas online no país, urge que a deficiência logística seja superada. Essa problemática provém, sobretudo, de falta de investimentos em meios de transportes mais eficientes, a citar, ferroviário e marítimo de cabotagem. De forma que os elevados custos de transportes aumentam o preço global e reduzem a competitividade de vendas virtuais, em especial, as de menor valor. Paradoxalmente, há 70 anos, o plano “50 Anos em 5” de JK previa completa integração nacional, ela só aconteceu no meio rodoviário.
Ademais, muitos brasileiros sentem-se inseguros ao comprar pela internet, haja vista elevada incidência de delitos financeiros nesse ambiente. A Lei de Crimes Cibernéticos não tem impedido a violação de dados pessoais e seu uso para golpes. Nessa perspectiva, alguns beneficiados pelo Auxílio Emergencial da pandemia em 2020 reclamaram subtração de seus saldos por estelionatários. Esses fatos afetam a reputação do comércio virtual, limitando assim uma maior capilarização.
Portanto, ações concretas são necessárias para garantir a expansão das vendas online. Dessarte, visando reduzir os custos logísticos e viabilizar as transações virtuais, o Ministério de Infraestrutura de executar os projetos de ferrovias e de reforma de portos, por meio de Leilão de Concessão à iniciativa privada, a fim de desenvolver as vias de transportes. As Polícias Civis devem compartilhar sistema integrado de dados sobre os endereços e entes virtuais suspeitos, para facilitar a aplicação da Lei. Dessa forma, os modelos futurísticos constituir-se-ão reais em breve.