O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 18/09/2020

“Avanços na tecnologia dos computadores e da Internet mudaram a forma como as pessoas trabalham, aprendem e se comunicam”, disse o político americano Bill Clinton. Sob esse prisma, é inegável que muitos setores evoluíram paralelamente às tecnologias, em especial o comércio. Hodiernamente, o comércio virtual tomou conta de grande parte das vendas devido à sua praticidade, entretanto, esse funcionalismo simples vem estimulando o consumismo no psicológico da população e deve ser examinado com cuidado.

Em primeira análise, faz-se necessário discorrer sobre a modalidade de vendas que mais tem crescido no mundo. No século XXI, o planeta vive a quarta revolução industrial - conceito desenvolvido por Klaus Schwab -, e os seres-humanos experienciam cada vez mais a automatização e o fácil acesso à informação, buscando otimizar o tempo em qualquer ação. Logo, fazer compras pela Internet se mostra promissor ao consumidor que, em geral, seleciona os produtos em catálogos intuitivos dentre inúmeras opções de sites disponíveis 24 horas por dia, e ao fornecedor, que não arca com as despesas de um estabelecimento físico - empregados, aluguel - e pode resolver a maioria dos problemas on-line.

No entanto, ao passo que o e-commerce se destaca, surge um impasse: o consumismo. Segundo Karl Marx, “em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa os valores morais e éticos”. Sob essa filosofia, o sistema de “marketplaces” (espécie de shopping center virtual) fomenta as características do capitalismo e manipula os sites e anúncios. Dessa forma, as lojas tentam alterar a mentalidade do comprador que, tentado pelas propagandas chamativas, se sente interessado por produtos alternativos e não de primeira necessidade, em alguns casos, até mesmo fora de seu poder de compra.

Diante do exposto, fica evidente que medidas devem ser tomadas para atenuar a situação. Para tal, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Economia, inserir na grade de aulas dos alunos de ensino fundamental e médio a matéria “educação financeira”, visando ensinar, desde cedo, como se esquivar das tentações nas compras pela Internet e a forma correta de gastar o dinheiro. Além disso, deve haver a organização de palestras - ministradas por profissionais financeiros - destinadas ao público adulto, na mesma finalidade das aulas, porém com linguagem adaptada e aprofundada. Somente assim, vivenciaremos os avanços tecnológicos de forma menos danosa no que tange ao consumidor virtual.