O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 16/09/2020
O pensador e economista Adam Smith, em sua obra a Riqueza das nações, estabelece as leis do livre comércio, cujos fundamentos seriam a autonomia nas transações econômicas entre privados, a concorrência fundamentada na qualidade e no preço dos produtos e serviços e a honestidade dos contratos e acordos. Essa compreensão do Mercado sofreu evoluções ao longo do tempo em vista de atender às novas modalidades de negócios como o e-commerce, que teve um vertiginoso crescimento no Brasil nos últimos meses. No entanto, essa evolução demanda certos cuidados que precisam ser tomados pelos consumidores e pelas instituições que velam por seus direitos.
No que se refere ao volume dos negócios, a agência E-commerce Brasil aponta que, somente no passado mês de agosto, o número de acessos às paginas de compra e venda superou a casa de 1 bilhão. Evidentemente, isso não significa que as operações tenham sido levadas a cabo, no entanto demonstra o aumento no interesse e na confiança pelo consumo virtual. Outrossim, ele representa uma opção eficiente e segura neste período marcado pelo isolamento social.
Por outro lado, juntamente com os acessos, as reclamações também tiveram um significativo crescimento, o Procon aponta que houve mais de 130 mil queixas formais entre o segundo e terceiro trimestre deste ano, número quatro vezes maior que o registrado nos doze meses de 2019. Embora os comerciantes aleguem que não estavam preparados para a demanda de produtos, é inegável que houve situações de fraude.
Portanto, ao lado do aumento do uso da Internet nas relações comerciais deve crescer, também, a atenção dos consumidores e das instituições que promovem transações seguras. Assim, é importante que o Procon crie um sistema de certificação da reputação dos negócios virtuais identificável por meio de um selo facilmente identificável nos sites das empresas, isso daria não apenas mais segurança a quem compra através dessas ferramentas, mas também credibilidade a quem vende.