O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 16/09/2020
“Home Office” é um termo estrangeiro muito utilizado no Brasil no contexto hodierno de pandemia, e significa escritório em casa, isso pelo fato da medida preventiva de isolamento social no qual a internet é aliada para vários objetivos e um deles é o comércio. Nesse sentido, a internet pode facilitar as vendas, contudo, essa ferramenta pode ser pouco transparente quanto os dados colocados online e então favorecer a ocorrência de golpes e fraudes. Logo, é preciso analisar o crescimento do comércio no âmbito virtual para então tentar melhorar e evitar fraudes ou golpes no território brasileiro.
Em uma primeira análise, de acordo com o filosofo Pierre Lévy, a sociedade contemporânea é considerada hiperconectada, ou seja, as pessoas instala-se em uma rede virtual onde efetuam qualquer ação, desde entretenimento até compras online, assim, depreende-se que, com o número de pessoas conectados na internet, o comércio virtual torna-se cada vez mais ampliado. Ademais, de acordo com o jornal O globo, com o inicio da pandemia do novo corona vírus e a medida de isolamento social, o mercado virtual cresceu 40%, pois muitas pessoas destinaram seus negócios para a esfera cibernética, efetuando e recebendo pagamentos.
Nesse contexto, de acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), com o crescimento comércio virtual na pandemia, as fraudes e os golpes aumentaram cerca de 20%, e mesmo assim sabe-se que não existe um órgão especifico que fiscaliza e faz normas para todos os tipos de compras onlines, e nem todos os sites de vendas são totalmente transparentes com clientes ou não fornecem segurança no momento do pagamento da compra. Outrossim, existem inúmeros indivíduos que são inexperientes com as ferramentas tecnológicas e consequentemente, em efetuar compras no meio virtual, logo, essas são mais suscetíveis à golpes. Então, é tácito apesar do crescimento do comércio virtual ser positivo, é necessário fiscalizar esse meio econômico para promover maior transparência aos clientes.
Por fim, para que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em parceria com empresas privadas de tecnologia, promova um projeto com a finalidade de fiscalizar todos os tipos de compra, desde sites até em redes sociais, e realizar uma normatização em relação ao mercado cibernético, isso por meio de uma ferramenta virtual que seja administrada por um órgão especifico de compras virtuais. Além disso, deve-se propiciar cursos de como utilizar tais mecanismos onlines destinada à pessoas que não possuem conhecimento de tais métodos utilizados no campo virtual, isso para que tais pessoas não sejam tao suscetíveis aos golpes. Com tais medidas, espera-se que o mercado virtual desenvolva-se ainda mais mas com a diminuição das ações fraudulentas e golpes na internet.