O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 17/09/2020
A Terceira Revolução Industrial proporcionou no final do século XX, a transição da era industrial para era digital, uma conjuntura que fomentou inúmeros impactos sociais, como observa-se na formação de um comércio virtual. Á luz disso, ao analisar o crescimento desse tipo de comercio na sociedade , percebe-se que tal cenário não representa, necessariamente, a ampliação desse serviço as diversas classes sociais. Ademais, essa conjuntura demonstra também o individualismo no homem hodierno. Desse modo, percebe-se desafios que necessitam ser superados.
Em primeiro lugar, conforme o escritor Lima Barreto, o Brasil apresenta dois mundos, o dos privilegiados e o dos deserdados. Sob tal prisma, analisa-se o comercio virtual no país, dado que o desfrutar desse mercado não representa a realidade de toda a população, pois segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet. Assim, percebe-se que o crescimento desse tipo de comercio não está relacionado, necessariamente, pela ampliação desse serviço as diversas classes sociais, mas sim, pelo cenário segregacionista,- como expôs L. Barreto- o qual permite que os benefícios só sejam gozados por certa parcela da população.
Além disso, segundo o sociólogo polonês Zgymunt Bauman -" a sociedade atual transferiu a ideia de progresso como melhoria partilhada para a sobrevivência do eu"-. Seguindo essa linha de pensamento, o sentimento individualista que tece o comportamento do homem hodierno faz com que esse indivíduo ignore os problemas sociais, pois a sua satisfação está centrada em si mesmo. Isso é exemplificado, intuitivamente, por aqueles que dispõem do mercado virtual, uma vez que, majoritariamente, são indiferentes com a realidade da falta de inclusão digital. Consoante a isso, um corpo social que ecoa o narcisismo permite que uma parcela da população não viva plenamente a Terceira Revolução Industrial.
Logo, é mister que o Estado mude esse quadro. Para tanto, cabe a esse órgão traçar políticas públicas que permitem o crescimento do comercio virtual de forma igualitária na nação. Nesse viés, o governo criará um programa nacional de combate à falta de inclusão digital, em que, por meio de repasses de verbas governamentais, disponibilizará para as comunidades mais carentes o acesso à internet com baixo custo financeiros, para que, assim, fomente um ambiente mais justo . Outrossim, as escolas, mediante palestras de sociólogos, discutirão os prejuízos do individualismo para a construção de uma civilização que goza do bem-estar, com propósito de estimular o altruísmo nas suas relações interpessoais do ser humano. Diante disso, permitir-se-á que toda a população aproveite dos benefícios oriundos da atual Revolução Industrial