O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 17/09/2020

Segundo os filósofos Frankfurtianos, o sistema capitalista, através de suas indústria cultural e sistema midiático, não vende apenas produtos, mas sim uma pseudo-felicidade, despertando um desejo compulsório de consumo. Sob esse olhar, em um mundo cada vez mais globalizado, nota-se um crescimento exponencial no comércio virtual. Contudo, tal fenômeno transfigura-se em problemas no âmbito social, escancarando a necessidade de impor limites a situação.

Em primeira análise, é evidente que as vantagens oferecidas pelas compras virtuais ampliam o sucesso do e-commerce. De acordo com o NeoTrust, no ano de 2019 o comércio eletrônico no Brasil faturou cerca de 75 bilhões de reais e por conta do período de pandemia a expectativa é de que esse valor aumente ainda mais. Isso ocorre porque, certamente, a comodidade, a facilidade, os preços mais baixos e a grande variedade de produtos garantem ao consumidor uma experiência altamente persuasiva e instigante, induzindo-o a grande compras.

Entretanto, a teoria do Fetichismo da Mercadoria, de Karl Marx, pressupõe que na sociedade contemporânea as mercadorias adquirem “vida”, passando a moldar as ações humanas. Desse modo, adverte-se que as inúmeras vantagens oferecidas pelo comércio virtual desencadeiam em problemas de hiperconsumismo, ou seja, o consumidor online começa a comprar de maneira compulsória e adquire produtos desnecessários. Assim sendo, há impactos significativos no organismo social, como o acúmulo de bens e consequentemente, aumento da produção de lixo.

Depreende-se, desse modo, que apesar de desafiador é necessário limitar a situação. Para que isso ocorra o Ministério da Educação, juntamente com as Secretarias Municipais, pode incluir como matéria optativa nas redes de ensino a Educação Financeira, visando instruir os alunos sobre planejamento e investimento. Assim, poder-se-ia formar cidadãos menos consumistas e mais capazes de gerir seus gastos.