O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 17/09/2020
Também conhecido como “E-commerce”, o mercado virtual de vendas vem crescendo cada vez mais no Brasil, tanto que, o faturamento do “E-commerce” brasileiro deve movimentar R$ 106 bilhões em 2020, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Porém, apesar de ser muito promissor, ainda é uma área pouco explorada e que possui muitos desafios, tanto no ponto de vista econômico quanto legislativo. Dessa forma, para que o comércio virtual continue trazendo benefícios á todos, faz-se necessária a aplicação das instâncias do governo e de uma reforma no Código do Consumidor.
Sendo assim, o “E-commerce” também é uma evidência da evolução do mercado consumidor. Nos tempos em que a Segunda Revolução Industrial aconteceu, era necessário muito trabalho árduo para construir uma empresa que evoluísse. Hoje, a difícil realidade vivida por Henry Ford, por exemplo, é reproduzida no cenário digital, onde foram criadas grandes corporações de vendas multinacionais, como a “Amazon”, Mercado Livre e “AliExpress”, que tem nas mãos o poder de se transformar para atender as necessidades da população. Foram vendidos em 2019, segundo o dado revelado pelo site da E-bit, cerca de 125 milhões de produtos diversos, o que confirma o estudo feito pela Hootsuite, que diz que o brasileiro passa em torno de 9 horas por dia na internet e, como as pessoas estão cada vez mais conectadas á internet, a tendência é que o comportamento de compra e venda se modifique.
Contudo, apesar dos inúmeros benefícios, conforto e facilidade, o comércio virtual traz consigo também alguns problemas. O primeiro deles é a falta de uma legislação vigente ao assunto, já que junto com o crescimento abismal do comércio, ele promove também maior vulnerabilidade ao consumidor, e mesmo com as atualizações feitas recentemente, o Código do Consumidor não abrange todas as nuances do “E-commerce”. Outro grande desafio consiste na logística de entrega dos produtos. Só no ano de 2018 o Site do Reclame Aqui teve em torno de 93 mil reclamações registradas, constatando o recebimento de produtos atrasados, quebrados e até extraviados, o que revela a necessidade do melhoramento na logística das plataformas.
Dessa forma fica objetificada a necessidade de maior cuidado com o comércio virtual por parte do governo. Assim, cabe ao Poder legislativo, por meio de assembleias, promover mudanças na legislação consumerista, fazendo com que ela se torne mais justa e abrangente, a fim de salvaguardar todos os direitos que dizem respeito, tanto ao consumidor, quanto ao empresário.