O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 17/09/2020

O comércio virtual é a venda de produtos pela internet por meio dos equipamentos eletrônicos, sem a necessidade de sair de casa. É algo que vem crescendo muito por razões de avanço da tecnologia, rapidez e comodidade. Porém, o evento atípico da quarentena o fez crescer mais ainda pela impossibilidade da ida às lojas físicas, havendo um grande aumento nos números e nos golpes.

No Brasil, há mais de 400 mil sites dedicados ao comércio nos quais se vendem de tudo. Muita gente já criou confiança nesse estilo de comércio pela facilidade dele, mas, com o distanciamento social, essa confiança virou uma obrigação. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) com Konduto, em 2020 ocorreu um aumento de 47% no volume de pedidos e 18% no valor do tíquete médio. Apenas esse ano, a previsão é de R$ 106 bilhões na receita. Contudo, mesmo assim o comércio físico é predominante devido ao hábito criado muito antes da tecnologia, e por ser o certo. Além das vantagens do comércio virtual, também há muitas desvantagens, como os atrasos de mercadorias, falta de conhecimento físico sobre o produto, e muitos golpes.

Inclusive, do mesmo jeito que o comércio virtual disparou na quarentena, a quantidade de golpes também. Já era grande nos últimos anos com uma receita de R$ 1,4 bilhões em dinheiro ilegal, todavia, o número de sites fraudulentos aumentou 441% nos últimos 5 meses, segundo O Estadão. Fraudes envolvendo roubo de identidade, aquisição de contas e cartões, e até mesmo a teia escura infelizmente já são comuns. A intenção dos criminosos é faturar dinheiro de qualquer jeito, utilizando qualquer artefato ilegal e  se aproveitando da desinformação popular sobre a internet.

Entretanto, para evitar estes crimes, é necessário o Governo junto do Ministério da Tecnologia e Secretaria Nacional do Consumidor promover e divulgar formas de evitar os golpes virtuais, as colocando nas redes sociais, nos sites oficiais, nos próprios sites das lojas e até em lojas físicas. Também deve ter uma equipe profissional em tecnologia para fiscalizar os sites de comércio em seus movimentos, acessos e vendas, com a capacidade de distinguir as lojas oficiais das fraudulentas para o cliente não correr riscos previamente e punindo os criminosos. Assim, o comércio virtual apenas melhorará o futuro das vendas e da tecnologia sem consequências negativas.