O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Com o surgimento das redes sociais no Brasil em 2008, naturalmente as lojas virtuais se aproveitaram desse novo canal de comunicação para expandirem seus negócios além do físico, ou seja, a venda de produtos e serviços começaram a ser disponibilizadas de maneira online. Na atualidade, o e-commerce, como é conhecido o comércio eletrônico feito exclusivamente pela internet, surgiu como um novo padrão de consumo. Isso se deve, sobretudo, à influência da mídia e à praticidade trazida por ele, tudo isso diante de um cenário de transformações que estão ocorrendo na sociedade.
A princípio, é válido reconhecer como as mudanças atuais favorecem o sucesso do e-commerce e como a mídia se torna sua aliada nesse processo. Com a atual pandemia do novo Coronavírus, a população se viu obrigada a mudar seus padrões de consumo e relações sociais, passando do físico para o virtual, além disso, empresas do setor varejista viram no comércio eletrônico a melhor saída para continuarem operando, visto a impossibilidade da livre circulação de pessoas. Se olharmos para os números divulgados nos balanços patrimoniais das grandes varejistas referentes ao segundo trimestre desse ano, vimos um “boom” nas vendas on-line que possibilitou a manutenção das receitas e margens se comparadas ao mesmo período de 2019, algo que ninguém imaginaria. No auge da crise, as ações das empresas do varejo caíram mais de 70% de suas máximas, mostrando o pessimismo que o mercado tinha em relação ao setor. Hoje, todas as varejistas de capital aberto apagaram as perdas que sofreram na cotação de suas ações devido ao crescimento do comércio digital, algo também inimaginável.
Cabe ressaltar que a facilidade favorecida por essa nova forma de consumo vai de encontro à alteração de hábitos de nossa sociedade. A pandemia revelou uma consolidação do cenário nos próximos anos, deixando evidente que o consumidor está cada vez mais exigente, buscando mais praticidade, economia de tempo, variedade, acessibilidade e melhores condições de pagamento, tudo o que o e-commerce pode oferecer. Logo, o que se pode concluir é que o comércio virtual tem muito a contribuir para a economia capitalista e às novas formas de interação social.
Apesar do forte desenvolvimento que vimos no e-commerce, ainda há muito caminho a percorrer nessa prática, portanto, para estimular ainda mais as vendas digitais e facilitar o comércio para todos, o governo deveria criar condições mais propícias e com menores custos para que as empresas divulguem seus produtos e serviços, para alcançar maior parte da população e a adesão às compras online e, assim, tal cenário poderá contribuir para expansão do grande potencial do digital.