O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 18/09/2020

A vanguarda europeia conhecida como Futurismo, surgida durante o século XX, dispõe-se a retratar uma nova realidade marcada, principalmente, pelo movimento e pela aceleração, promovidos pela presença das inovações tecnológicas. Analogamente, observa-se na sociedade atual, um fenômeno de rapidez nas relações de consumo, as quais demandam, cada vez mais, qualidade do produto e otimização do tempo, o que gerou o alto crescimento do setor de comércio eletrônico, o qual promete oferecer tais vantagens aos compradores. É válido ressaltar, portanto, a importância de debater sobre as causas do crescimento desse nicho econômico, bem como as barreiras para seu desenvolvimento, a fim de propor meios para atingir as devidas melhorias.

Em primeiro plano, o comércio virtual, também conhecido como e-commerce, mostra-se promissor dentro do mercado, pois, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, estimou-se que o setor movimentaria cerca de 100 bilhões de reais no ano de 2020. Dessa forma, é  possível perceber que tal atividade apresenta inovações em relação ao comércio tradicional, visto que os consumidores contemporâneos, cada vez mais ocupados em relação ao trabalho e outros compromissos sociais, evitam o deslocamento físico a fim de poupar tempo. Ademais, o e-commerce possibilita praticidade aos clientes que moram longe de lojas físicas e permite que os vendedores saibam quais produtos são mais procurados ou quais as épocas do aumento de vendas.

Entretanto, o número de vendas online é consideravelmente menor que as compras em lojas físicas, uma vez que existe ainda hesitação por parte dos consumidores em relação a essa novidade. É lúcido afirmar que problemas nas transações financeiras são um medo constante entre os clientes que optam pela compra presencial. Somado a isso, há ainda os casos de propagandas enganosas, que retratam os produtos de maneira incorreta, e a falta de comunicação entre os compradores e vendedores, a qual dificulta a resolução de casos de dúvidas ou reclamações.

Com isso, é necessário que seja promovido um atendimento mais ágil e eficaz nas empresas de comércio virtual, a fim de angariar mais adeptos a esse novo setor, o qual tem movimentado, cada vez mais, a economia brasileira. Para isso, é essencial a participação do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor por meio de operações de fiscalização mais rígidas, que certifiquem-se da existência de centrais de atendimento ao cliente para casos de dúvidas, reclamações e devoluções, e o cumprimento das obrigações legais como conceder ao consumidor o direito de arrependimento. Assim, será possível o crescente desenvolvimento do e-commerce no Brasil.