O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 19/09/2020
A chamada Era Informacional, iniciada no final do século XX, com o advento da inovação tecnológica, com a criação da fibra óptica e do computador pessoal, revolucionou as relações humanas com o meio digital. Nesse cenário, a rapidez gerada por esse meio associada à necessidade de praticidade crescente no cotidiano humano, corroborou para criação e crescimento do comércio virtual no Brasil. Assim, faz-se necessário compreender as causas que ratificam esse aumento e as consequências deste na vida dos brasileiros.
Em primeira análise, é preciso compreender as raízes que envolvem o acréscimo do comércio virtual. Dessa forma, com o a globalização e a invenção da internet, no final do século XX, as interações entre pessoas de diferentes países se tornaram cada vez mais constantes. Sendo assim, essa nova realidade foi determinante para o desenvolvimento do comércio via internet, permitindo a compra de diversos aparatos ao redor do globo com apenas um clique de distância. Além disso, a rapidez do mundo moderno, com o avanço dos sistemas de transporte e delivery, juntamente com o desejo de conforto proporcionada pela própria casa, são fatores que intensificam o fluxo desse tipo de atividade comercial. Nesse contexto, consoante dados da pesquisa NeoTrust, em 2019, o faturamento dos e-commerces brasileiros ultrapassou os setenta e cinco bilhões de reais.
Ademais, a pandemia ocasionada pela Covid-19 consolidou um aumento ainda mais significativo de empresas digitalizadas, em consequência do isolamento social e das adaptações do mercado em decorrência da situação. Contudo, segundo o filósofo e sociólogo, Pierry Levy, “toda nova tecnologia gera seus excluídos”. Nesse sentido, organizações que não se adaptam ao novo modelo de vendas do século XXI, podem enfrentar problemas para se manterem no mercado, pois conforme dados da Cielo, o Brasil apresentou uma queda de cerca de vinte por cento no comércio presencial.
Diante do exposto, é nítida a necessidade de discussão acerca do assunto. Portanto, cabe as próprias empresas, adaptarem-se ao modelo de comércio virtual, por meio da criação de sites e do uso de aplicativos de pagamento, os quais funcionem de maneira segura e confiável, através da comprovação por selos de segurança e de uma política de privacidade que assegure a proteção do cliente, a fim de acompanhar o progresso tecnológico. Outrossim, cabe ao governo, por meio do Ministério das Comunicações, através da ratificação do Marco Civil da Internet que garante os direitos humanos no meio online, manter a confiabilidade dos e-commerces, realizando apreensões de sites indesejados e aplicando punições a estes, garantindo que o indivíduo não enfrente problemas durante a compra e criando um sentimento de seguridade do consumidor, promovendo o desenvolvimento.