O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 23/09/2020

Durante a Baixa Idade Média, as famílias mais nobres possuíam, em frente aos seus castelos, uma pedra onde realizavam comércio à distância, como forma de prevenção à peste bubônica. De forma análoga, atualmente, no Brasil, devido aos avanços tecnológicos, esse modelo de troca evoluiu para o comércio virtual. Diante a isso, cabe a análise do aspecto positivo e negativo do crescimento dessa prática no país.

Em primeira instância, é necessário reconhecer que o aumento do “e-commerce” foi essencial para a tentativa de controle do coronavírus. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial da Saúde, evitar aglomerações é o principal mecanismo de combate à pandemia da “COVID-19”. Sob esse aspecto, a possibilidade das vendas online permitiu que ambientes de concentração de indivíduos, como os shoppings, fechassem.

No entanto, vale salientar que o comércio eletrônico, para empresas menores, é um desafio, visto que há lojas apresentando uma característica semelhante ao monopólio. Nesse prisma, conforme o portal de notícias “The Guardian”, 40% das vendas online acontecem na plataforma da “Amazon”. Dessa maneira, o comércio virtual é injusto, pois as empresas que o praticam há mais tempo possuem vantagens sobre as iniciantes nesse meio.

Depreende-se, portanto, que o crescimento desses métodos de vendas é favorável para o controle da pandemia, mas prejudicial para pequenos negócios. Logo, o Ministro da Economia, como responsável pelo incentivo à esses empresários, deve auxiliá-los a entrar nesse novo mercado em ascensão, por meio de uma renda auxiliar, para que as empresas pequenas possam investir na plataforma virtual e competir com as gigantes do ramo.