O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 27/09/2020

Cômodo e Imediato. Essa é a realidade quando se fala do comércio virtual, o qual está cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros que realizam suas compras no conforto do sofá, seja em casa ou no trabalho, com a mesma qualidade de uma loja presencial. Essa conjuntura é uma marca da sociedade em rede, o comércio digital e sua demanda são reflexos de uma sociedade que está evoluindo na forma de consumir e isso vai reverberar nas formas tradicionais de comércio. Em face do exposto, é indubitável que o comércio virtual, no Brasil, está crescendo e modificando a realidade dos brasileiros, que estão ficando familiarizados com esse novo método, e dos antigos meios de consumo, que sofrem com essa atualização.

Convém ressaltar, a princípio, como o comércio digital está transformando o hábito dos brasileiros. Desde a segunda metade da década de 90, quando chegou no Brasil, a internet promoveu mudanças significativas, facilitando o cotidiano de pessoas e empresas, agregando novas funcionalidades e corroborando no surgimento de novos mercados. Segundo o estudo Webshoppers, que é realizado desde 2001, o comércio eletrônico cresceu 387% nos últimos dez anos, e só tem crescido. Os meios utilizados para comprar os produtos, como celular, computador, tablets tornam mais acessível e fácil a realização do consumo virtual, além de justificar a propagação desse método de comercializar. Outro fator, é o isolamento social que, devido à pandemia, causada pelo Coronavírus, restringiu as formas de realizar compras, optando por um método mais seguro, evitando contatos, para diminuir a contaminação, dificultando, com isso, os meios tradicionais de comércio.

Outrossim, são as lojas presenciais, tradicionais, que sofrem com essa mais nova mudança de cenário, atualização. A Associação Brasileira de Lojistas de e-Commerce (Ablec) revela que o comércio tradicional está em queda, reflexo da crescente concorrente, o que pode interferir nas economia do país se não for assistido pelo Governo visto que, apesar da nova mudança no comércio, grande parte da verba que circula e sustenta o país,  ainda provém desses meios tradicionais.

Portanto, para que o comércio virtual no Brasil perdure, em consonância com o tradicional, medidas são necessárias. As lojas virtuais devem fazer parcerias com as presenciais, usando as mídias e propagandas, para divulgar seus serviços conjuntos, recomendações, evitando a queda do comércio tradicional e fomentando o novo modelo, digital, de forma eficiente. Ademais, cabe aos antigos meios de consumos, lojas presenciais, se adequarem a nova realidade e investir em novos meios de serviços, como entregadores, as redes sociais, que viabilizem suas vendas, evitando a queda em suas economias e repaginando o comércio, que tende, cada vez mais, ser conectado com o consumidor.