O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 28/09/2020

Com o surgimento das redes sociais no Brasil, em 2008, lojas virtuais começaram a se aproveitar desse novo meio de comunicação para expandirem seus negócios além do físico, ou seja, com a venda de produtos e serviços que começaram a ficar disponíveis online. Na atualidade, o e-commerce, conhecido o comércio eletrônico feito somente pela internet, surgiu como um novo padrão de consumo. Isso se deve, sobretudo, à influência da mídia e à praticidade trazida por ele, tudo isso diante de um cenário de transformações que estão ocorrendo na sociedade.

Antes de tudo, é válido reconhecer como as mudanças atuais favorecem o sucesso do comercio virtual e como a mídia se torna sua aliada nesse processo. Com a atual pandemia do novo Covid-19, as pessoas foram forçadas a se adaptar a essa nova realidade, mudando seus padrões de consumo e relações sociais, passando do físico para o virtual, além disso, empresas do setor varejista perceberam que o comércio eletrônico é a melhor saída para continuarem operando, percebendo a impossibilidade da livre circulação de pessoas. A teoria da Sociedade do Espetáculo, do filósofo Guy Debord, entra em operação, cuja lógica mercantil criaria símbolos de consumo para as relações cotidianas. Isso pode ser traduzido por meio do marketing, que veicula imagens nas mídias sociais com a intenção de aumentar a compra de produtos e auxiliar a movimentação do capital. Desse modo, o delivery e a disponibilidade de lojas virtuais passam a ser boas alternativas para a grande maioria da população e do comércio.

Vale a pena ressaltar, o benefício para quem vende por meio online, pois além de proporcionar o conforto aos seus clientes, conta também com o baixo custo na hora de montar o negócio. Esse baixo custo se deve a diversos fatores como não ter a necessidade de contratar vendedores, pagar o aluguel de uma loja física, entre outros. Levantamentos realizado pela Ebit, associação que analisa pontos positivos e negativos do e-commerce, afirma que a comercialização virtual cresce em média, 12% por semestre. Crescimento esse que se deve, grande parte das vezes, aos fatores citados anteriormente.

Depreende-se, portanto, que o novo padrão de consumo é benéfico para o país e necessita de medidas que auxiliem cada vez mais o seu crescimento. Para tanto, é imperiosa uma ação do Governo Federal, aliado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que deve, por meio de investimentos em anúncios, criar condições mais propícias e com menores custos para que as empresas divulguem seus produtos e serviços, com o fito de ter um alcance ainda maior da população e a adesão às compras online e, assim, tal cenário poderá contribuir para expansão do grande potencial do mercado virtual no país.