O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 28/09/2020

“Crie sua loja em menos de 30 minutos”. Essa frase pertence ao anúncio de uma das milhares de plataformas digitais que existem hodiernamente .Além de abrigar um vasto catálogo, elas têm a função de hospedar lojas onlines. São espaços totalmente dinâmicos e lucrativos, e, foi exatamente assim que o “E-commerce” começou a tomar forma no mercado brasileiro. Entretanto, apesar do desenvolvimento promissor, a área ainda é pouco explorada, tanto do ponto de vista empresarial, quanto legislativo. Dessa maneira, faz-se necessário a presença do governo e dos órgãos responsáveis para que o “E-commerce” continue beneficiando à toda sociabilidade.

É relevante abordar, primeiramente, o fato de que no passado eram necessários anos de trabalho árduo para construir a própria empresa fixa. Todavia, a dura realidade vivida na segunda revolução industrial é hoje reproduzida no cenário digital, no qual as grandes corporações se reinventaram para atender as necessidades da população. Segundo o relatório divulgado pela E-bit, em 2019 foram vendidos mais de 125 milhões de produtos de forma virtual. Desse modo, infere-se que o ato do brasileiro está cada vez mais conectado à internet, como afirma o Hootsuite- aplicativo de gerenciamento de perfis sociais-, contribui para o crescimento acelerado do mercado digital nos últimos anos.

Ressalta-se, ademais, que os empreendedores são, cotidianamente, atraídos pelas oportunidades trazidas pelo “E-commerce”. Contudo, apesar dos inúmeros benefícios, convém salientar que o universo digital abriga intensos impasses. O primeiro deles trata-se da logística de entrega e recepção do produto. Somente em 2018, o site Reclame Aqui registrou mais de 90 mil reclamações referentes a produtos extraviados e com atraso na entrega. Tal dado revela a necessidade de ampliação das plataformas e meios de entregas. Destaca-se também o segundo desafio do comércio digital que é a falta de legislação a respeito do assunto, já que o crescimento torna-se diretamente proporcional à vulnerabilidade do consumidor.

Urge, pois, que o Poder Legislativo, que tem como função primordial a elaboração e a revisão do conjunto de leis que rege a vida das pessoas e o funcionamento do Estado, por meio de  assembleias, promova mudanças no código de defesa do consumidor vigente, tornando-a mais rígida e abrangente, a fim de garantir os direitos da sociedade consumidora. Outrossim, é de responsabilidade do Ministério da Economia promover ações educativas, por meio de palestras e oficinas de negócio, sobre os benefícios do “E-commerce” para a autonomia da nação, buscando incentivar gerações futuras a se beneficiarem com o comércio virtual no Brasil.