O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Antes do comércio dos dias atuais existir, grande parte dessas relações comerciais aconteciam através da troca de produtos. Assim, com a evolução deste, novas técnicas e meios foram criados, como o comércio virtual. Consequentemente, no ano pandêmico de 2020 esse meio de vendas aumentou, trazendo benefícios para algumas empresas, mas prejuízos para comerciantes locais.
Cabe destacar, em primeiro plano, que muitos estabelecimentos aderiram ao comércio eletrônico em 2020. Ademais, com a quarentena várias empresas permaneceram sem atendimento presencial ao público e, para não falirem, entraram na onda digital. Isso se mostrou muito lucrativo, pois segundo pesquisas do Perfil do E-Commerce Brasileiro o número de vendas aumentou 40%, comparado ao mesmo período em 2019. Além disso, o brasileiro está adquirindo mais familiaridade com o comércio virtual, principalmente as mulheres, que somam um total de 52,1% das compras, segundo a mesma pesquisa.
Porém, de acordo com Pierre Levy, “Toda tecnologia cria seus excluídos”, e o e-commerce não foi exceção. Diversos pequenos empreendedores sofreram redução em suas vendas, pois não pode-se enviar qualquer produto pelo correio, o que colaborou para uma grande queda de compras em escala regional. Ainda, o shopping online priva os municípios de receberem o imposto sobre os produtos comprados, tornando o giro econômico lento, provocando instabilidade em diversos setores da economia em nível microrregional.
Portanto, é fato que o comércio online aproximou pessoas e produtos, mas afetou diretamente em economias locais. Logo, os municípios precisam incentivar as compras dos produtos disponíveis em escala micro, apontando os benefícios da circulação do dinheiro nos municípios, além de possibilitar uma maior diversificação de preços, de modo que a oferta e a demanda sejam equilibradas. Somente assim, micro e macro lojas conseguirão manter-se em um período tão delicado da economia brasileira.