O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 29/09/2020

Em 1994, o empresário norte-americano Jeff Bezos revolucionou o mercado mundial com a criação da loja virtual Amazon, conhecida hoje como a maior e mais poderosa loja do segmento eletrônico do mundo e com valor de mercado avaliado em um trilhão de dólares, segundo o site infomoney. Esse crescimento astronômico em tão curto período, se baseia em dois pilares fundamentais, uma máquina de propaganda virtual detentora dos dados de navegação dos usuários da internet e o controle das opiniões e desejos populares através da mídia.

É importante considerar, desse modo, que as lojas virtuais utilizam os dados recentes de navegação de milhões de usuários para descobrir seus gostos e desejos e, assim, direcionar propagandas específicas para essas pessoas. De acordo com o empresário Steve Jobs, “As pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas”. Ao seguir essa linha de raciocínio, entende-se o motivo pela qual empresas de comércio virtual investem grandes quantias no estudo dos desejos populares na internet, pois esse conhecimento prévio e a imposição diária de propagandas de seus produtos leva milhares de pessoas ao consumo de suas mercadorias.

É necessário destacar, também, que o forte uso de propagandas direcionadas nos meios midiáticos criam, através do controle da população, uma sociedade altamente consumista e que fundamenta o faturamento astronômico do comércio virtual. Em meio a isso, pode-se destacar a frase do escritor George Orwell, que dizia: “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Levando essa ideia em consideração, pode-se concluir que o uso dos meios de propaganda virtual funciona como mecanismo de consolidação de uma sociedade consumista que condiciona o seu querer à vontade da mídia.

Fica claro, portanto, que os meios de propaganda virtual munidos dos dados de navegação de milhões de usuários da internet tendem a criar uma sociedade consumista e que fundamenta o lucrativo comércio eletrônico. Para resolver tal problemática, os veículos de comunicação, como televisão e redes sociais, devem promover, em suas páginas e programações diárias, campanhas de conscientização com a presença de especialistas na área econômica contra o consumismo com o intuito de tornar a sociedade brasileira mais consciente na hora de efetuar compras na internet. Alcançando, assim, uma sociedade livre das amarras do consumismo e de meios de comunicação que visão impor vontades e desejos sobre a população.