O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 02/10/2020

Um desequilíbrio de forças

Rita foi ao shopping comprar uma roupa. Inconformada com os preços, decidiu aderir aos descontos ofertados pelo e-commerce. Esse exemplo de narrativa ilustra como a realidade virtual e suas facilidades têm se inserido no cotidiano brasileiro. O crescimento do comércio virtual, muitas vezes, substitui a experiência tátil da compra. Além disso, as lojas físicas perdem clientes por conta de seu maior preço. Apesar das facilidades dadas pelo e-commerce, seu crescimento pode ser danoso para pequenos comerciantes e até mesmo para o consumidor.

Primeiramente, grandes sites de compra tendem manter a hegemonia comercial de certos produtos. Por exemplo, a Amazon é hoje o maior nome quando se trata de venda de livros. Sua tática de armazenamento de granes estoques reduz o preço de seu produto, tornando inviável a concorrência. Sendo assim, o avanço do comércio pela internet tende a beneficiar um seleto grupo de vendedores.

Ademais, a experiência de compra é deturpara por imagens muitas vezes infiéis aos produtos. Muito conhecida pela população, as lojas Renner não oferecem estorno do valor da compra caso o cliente esteja insatisfeito. Dessa forma, o cliente não é restituído plenamente, tendo em posse apenas um vale-troca. Por fim, o e-commerce não substitui a experiência de compra em loja física.

Finalmente, o comércio eletrônico pode ser prejudicial tanto para alguns comerciantes quanto para consumidores. Sendo assim, é responsabilidade da mídia e do governo equilibrar o marketing realizado pelas grandes lojas de e-commerce a fim de equiparar a concorrência entre meio físico e virtual. Assim, é possível manter a representatividade de pequenos comerciantes e a satisfação de sua clientela.