O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 04/12/2020

Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, o antagonismo gerado pelo crescimento do comércio virtual é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Isso, porque esse tipo de negociação possui prós e contras, posto que, fornece compradores geograficamente distantes da loja física, entretanto, pode desencadear anomalias estruturais na população.

Em primeira análise, é essencial salientar que diferentemente da Revolução Industrial ocorrida na Europa desde o século XVIII, no Brasil, o investimento em indústrias somente aconteceu no século XX. Dessarte, a distribuição de fábricas no país é bastante desproporcional, de forma que o estabelecimento de lojas virtuais facilita o abastecimento e diversidade de ofertas ao mercado consumidor. Com isso, o fluxo comercial é ampliado, ocasionando benefícios para a economia nacional.

Em segunda análise, nota-se que se esses novos mecanismos forem usados sem moderação, podem ratificar o surgimento do consumismo. Visto que, com a facilidade de realizar compras, as pessoas estão sujeitas ao vício de obterem novas mercadorias sem uma real necessidade. Sendo, desse modo, consolidado um Estado de Anomia, de maneira que para Durkheim, é um desvio das leis naturais, culminando, por conseguinte, em patologias estruturais, a exemplo da destacada.

Infere-se, portanto, que é imprescindível evitar o aparecimento da problemática descrita. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as Mídias, fomentar a orientação dos indivíduos acerca do consumo equilibrado. Por meio da criação de campanhas que promovam a disseminação de folhetos, cartilhas e livros educativos entre os cidadãos. Além de comerciais, propagandas e palestras transmitidas em redes nacionais e digitais sobre o assunto em questão. Com o fito de proteger as pessoas de problemas oriundos de uma prática autodestrutiva.