O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 12/10/2020

Segundo Pierre Lévy, a conectividade é capaz de proporcionar oportunidades aos cidadãos no processo político, de forma que contribui para a consolidação dos direitos fundamentais ao diminuir a distância entre governadores e governantes. Além disso, no cenário contemporâneo nacional, as novas tecnologias são responsáveis por amenizar mazelas sociais e por fortalecer a economia nacional, de forma que exige mudanças na construção da futura população em idade ativa. Logo, é precisa haver mudanças, em prol de incentivar o empreendedorismo e de garantir maior desenvolvimento econômico a partir da expansão do e-commerce.

Isto posto, parafraseando o economista Ludwing von Mises, as condições de vida no período que antecedeu à Revolução Industrial eram insatisfatórias, de maneira que o desenvolvimento econômico contribuiu para uma nova experiência tecnológica e comercial. Nesse cenário, o padrão de vida dos operários nas fábricas era inferior em comparação as condições atuais dos operários industriais, representando, de modo geral, uma melhora no paradigma de vida. Desse modo, apesar de inúmeros malefícios que perduram, a economia de mercado capitalista proporcionou o desenvolvimento tecnológico que produz em larga escala produtos para as massas e , por meio da internet, oferece novas práticas de vendas. Em suma, com a ascensão das novas tecnologias, o mercado desenvolve uma nova concepção, com mais praticidade, do vínculo vendedor e consumidor.

Ademais, o papel da mulher no e-commerce ganha relevância, de modo que oferece independência financeira para essa minoria. Nessas circunstâncias, segundo a Nuvem Shop, as empreendedoras gerenciam 60% dos sites, o que demonstra o aumento da autonomia feminina no século XXI. Tal fato, entretanto, exige trabalho conjunto do Estado e das empresas privadas em prol de, ao incentivar a participação feminina nas vendas virtuais, superar mazelas históricas e sociais que ainda prejudicam a consolidação dos direitos desse grupo vulnerável. Em síntese, o aumento desse público nas atividades virtuais diminui os efeitos do machismo estrutural, o qual prejudica, sobretudo, a  democracia.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mudanças em prol de garantir democraticamente todos os benefícios oriundos das novas tecnologias, como defende Pierre Lévy. Para isso, as escolas nacionais, a partir da mobilização do Ministério da Educação e das empresas privadas, devem alterar o currículo escolar a favor de oferecer um ensino que ultrapassa o modelo tecnicista atual. Tal processo exige o oferecimento da alfabetização em mídias virtuais, além de incentivar a educação financeira nesse ambiente com a contribuição de empreendedores e especialistas em e-commerce, estimulando, por fim, a participação dos jovens nesse setor que vêm crescimento, esporadicamente, no país.