O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 17/10/2020
Durante a pandemia do novo coronavírus, o comércio virtual entrou em destaque e trouxe consigo mudanças na economia, como a substituição de funcionários por mecanismos automatizados e a popularização das entregas por aplicativo. Apesar destas novidades beneficiarem o consumidor, o trabalhador foi prejudicado pela falta de emprego e pelas novas condições de trabalho impostas. Assim, os danos causados pela tecnologia devem ser reparados.
Em primeiro lugar, cabe abordar o encurtamento na relação entre comprador e vendedor, providenciado pela agilidade das novas formas de comunicação. A transição da loja física para a virtual, que necessita de menor quantidade de manutenção e, consequentemente, menos mão de obra causa um crescimento do desemprego. Essa situação pode ser vista por meio da ideia de mais-valia de Karl Marx, na qual o proprietário dos meios de produção se apropria do lucro obtido pelo trabalho de seu empregado, e irá tentar aumentar o seu ganho.
Ademais, as entregas de aplicativo criaram um novo grupo de trabalhadores prejudicados pela falta de direitos. Os entregadores não possuem, por exemplo, o benefício da aposentadoria e da assistência em caso de acidente, não sendo considerado um empregado formal. Como motivador desses problemas, o desemprego alarmante garante que o entregador aceite esta situação com medo de perder sua fonte de renda. Dessa forma, essa parcela importantíssima para a economia é desvalorizada.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para tal, cabe ao Ministério da Economia a função de oferecer mais empregos por meio de cargos públicos e parcerias com empresas privadas, com o objetivo de combater a falta de vagas de trabalho. Além disso, o mesmo ministério deve cobrar , por meio de leis, as empresas responsáveis pelos aplicativos de entrega a garantia dos direitos trabalhistas. Dessa forma, o comércio virtual não beneficiará apenas o consumidor e empresário.