O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 19/10/2020

A  terceira Revolução  Industrial, iniciada no século XX, trouxe avanços tecnológicos para as comunicações ampliando as atividades econômicas. Sendo assim, nota-se no Brasil expressivo aumento do e-commerce. Nesse cenário, há dois fatores que precisam ser analisados como o desemprego e a exploração da força de trabalho.

De início, deve-se levar em consideração que a alta demanda do comércio virtual requer o célere atendimento a clientela , principalmente durante a pandemia do coronavírus,  conforme dados de pesquisa do e-commerce brasileiro  o aumento anual chegou a 40% nesse período. Dessa forma,  as empresas buscam eficiência investindo em serviços de automação em prejuízo as contratações de trabalho humano. Por isso, apesar de o índice de vendas on-line ser alto muitas pessoas não conseguem  ser inseridas nesse mercado de trabalho.

Outra problemática em questão é a precariedade do trabalho de entregadores de aplicativos. Desse modo, direitos fundamentais são negligenciados desses trabalhadores são  negligenciados tal como ausência de plano de saúde e jornada de serviço extensa. Segundo Hanah Arendt filósofa  alemã " A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos. Logo, percebe-se que tão relevante quanto a tecnologia que permite o comércio virtual os colaboradores são primordiais para o êxito das vendas eletrônicas.

É imperioso, portanto, que o governo federal deve promover a fiscalização das plataformas e aplicativos do comércio virtual bem como implementar leis que assegurem direitos trabalhistas, por meio de parceria entre o ministério do trabalho e o ministério da economia, com empresários e representantes dos funcionários das corporações digitais. Espera-se com isso, humanizar as relações de trabalho mediante a expansão do comércio virtual no Brasil.