O crescimento do comércio virtual no Brasil
Enviada em 19/10/2020
A idade moderna foi marcada pelo surgimento da classe burguesa, dos ideais iluministas e, consequentemente, pelo início de um pensamento capitalista, além das Revoluções Industriais que foram importantes para os avanços tecnológicos na época. Dessa forma, hoje utiliza-se das tecnologias existentes para fins lucrativos, como o comércio virtual, que permite ao usuário consumir produtos pelos seus respectivos sites sem a necessidade de ir até a loja física. Porém, apesar de facilitar o comércio e permitir novas formas de consumo, as lojas virtuais podem incitar o consumismo e excluir a população mais vulnerável que não tem acesso a aparelhos eletrônicos e/ou à internet.
Nesse contexto, o comércio virtual no Brasil se tornou uma importante fonte de renda para e economia, faturando R$ 75,1 bilhões em 2019, segundo a NeoTrust, o que corresponde a um aumento de 22,7% em relação ao ano anterior. Assim sendo, o consumismo, trazido pela implementação do modo de produção capitalista no país, teve um aumento significativo por consequência das novas plataformas digitais de vendas, considerando a facilidade e agilidade da compra, e também a ausência de controle ou limites de consumo nos sites, já que eles se preocupam apenas em vender e obter o maior lucro possível.
Além disso, estudos de abril de 2020 apontam que um a cada quatro brasileiros não possui acesso à internet, o equivalente a 46 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sendo assim, o e-commerce, nome dado às lojas virtuais ou comércios eletrônicos, acaba excluindo a população mais pobre que não possui acesso a essas tecnologias, além da população idosa, que, na sua maioria, não possui conhecimento suficiente ou afinidade com o mundo virtual, por ser algo bastante recente.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar os empecilhos que o comércio virtual traz à sociedade. Para tal, a mídia, como principal meio de comunicação e persuasão, deve promover propagandas que ressaltam a importância do consumo consciente, por meio de transmissões nas principais emissoras do país, nas redes sociais e plataformas digitais, a fim de diminuir o consumismo e tornar o comércio virtual menos prejudicial aos usuários. Ademais, é importante que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) invista na distribuição de internet e disponibilização de tecnologias a todos, para caucionar a inclusão digital da população mais pobre e/ou idosa, permitindo que o e-commerce tenha a maior porcentagem possível de eficiência no Brasil.