O crescimento do comércio virtual no Brasil

Enviada em 20/10/2020

O livro “A Utopia”, escrito pelo inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, a qual se padroniza pela ausência de conflitos. Todavia, a existência de crimes virtuais no que tange ao crescimento comercial online brasileiro é um fator que impede a plenitude do corpo social. Nesse contexto, a perpetuação dessa realidade reflete um quadro desafiador, seja pela recorrência de golpes, seja pela pirataria.

Mormente, a principal problemática atrelada ao desenvolvimento comercial brasileiro é a existência de golpes em plataformas de compra. Nessa conjuntura, conforme noticiado pelo portal de notícias G1, um grupo criminoso, recentemente preso, anunciava mercadorias no site “Mercado Livre” e faziam tudo parecer legítimo: o produto e até os meios de pagamento. No entanto, a surpresa vinha depois: uma caixa vazia e cheia de isopor. Dessa maneira, a carência de segurança em alguns portais de compra e venda favorece a ocorrência de tais ações, uma vez que esses sites não verificam localmente se os vendedores são verídicos, ou seja, se são de fato uma loja plena e confiável, o que favorece a existência de golpistas. Destarte, enquanto houver brechas, episódios como esse continuarão a acontecer.

Não obstante, o crescimento do comércio virtual veio junto com outro preocupante fenômeno: a pirataria. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Computação da UFMG (DEC), o comércio ilegal cresceu cerca de 60% durante os anos de 2010 e 2015. Nesse sentido, a existência do anonimato, tal qual a oferta de produtos com preços menores do que os ofertados em lojas oficiais, são fatores que contribuíram para a evolução desse fenômeno oneroso, uma vez que o consumidor é seduzido a “driblar” itens com altos impostos e, não raro, caríssimas taxas de entregas, para servir-se  em um mercado alternativo capaz de atenuar um pouco a dura realidade do comprador brasileiro. Dessa forma, enquanto a internet permitir a criação de quase todo tipo de site, a pirataria permanecerá.

Urge, portanto, uma solução para essa problemática. Para isso, cabe ao Ministério Público Federal (MPF), criar um departamento especializado em crimes cibernéticos e fazer constantes varreduras em sites de compra que estejam em alta, ou seja, sendo usados por vários usuários simultaneamente, mediante o uso de um algoritmo, o qual deve ser elaborado e programado por Cientistas da Computação, a fim de identificar golpistas e lojas piratas e derrubá-los. Assim, com um policiamento virtual, ficará mais seguro navegar nos mares da crescente onda do comércio virtual e ir a favor de uma sociedade mais serena e funcional, como a idealizada por More.